Oswaldo defende currículo, questiona rejeição e pede "velha Fiel"

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

"Tirando o Tite, que é o melhor treinador do mundo, quem seria mais indicado para o time do que alguém que foi campeão Paulista, do Brasileiro e do Mundial?".

Com essa frase, Oswaldo de Oliveira se apresentou ao Corinthians e jurou não ligar para toda a pressão que sofrerá ao comandar o Corinthians. O treinador foi apresentado nesta sexta-feira em meio a uma verdadeira guerra política desencadeada com a escolha feita única e exclusivamente pelo presidente Roberto de Andrade. Não à toa, o diretor-adjunto de futebol, Eduardo Ferreira, pediu para sair do cargo com a escolha.

O treinador, que trará três membros para a sua comissão técnica, minimizou as críticas que tem recebido e respondeu algumas delas. Ele questionou a rejeição e usou suas conquistas no passado para defender sua capacidade e disse que é um grande prazer trabalhar novamente na equipe que o revelou em 1999.

"Eu acho que fica abstrato e sem consistência falar dos meus trabalhos. Ontem eu estava vendo a TV e depois de uma entrevista do Guilherme os comentaristas da ESPN começaram a falar dos meus últimos trabalhos. Falam que meu último trabalho foi no Botafogo, em 2013, mas esquecem que fui vice-campeão em 2012. De lá para cá, meu trabalho foi interrompido no Santos e no Palmeiras, de uma forma que ninguém entendeu. No Flamengo, eu fui para terminar a temporada e pensar no ano seguinte e fui demitido sem explicação", afirmou.

"Quer falar do meu trabalho, fala dos meus cinco anos no Japão, que eu ganhei nove títulos. Fala que eu fiz um bom Brasileirão com o Botafogo. Porque trabalho de três, cinco ou seis meses não têm consistência. Quando ingerências políticas e outros detalhes não deixam a gente trabalhar, não tem como completar", destacou.

Oswaldo confirmou que já estará no banco de reservas neste domingo, contra o América-MG, na Arena em Itaquera. Desde já, ele convocou a torcida para apoiar e disse que quem ama o Corinthians não pode vaiar. Ele não se preocupou com a mudança do perfil de torcedor que vai ao estádio que, ultimamente, tem vaiado bastante o time e os técnicos. 

"Quem ama o clube não vai para o estádio para vaiar. Ele não tira a credibilidade do time, não ataca o seu jogador, porque isso só ajuda o adversário", explicou. "Eu estou acostumado com o torcedor do Corinthians que apoia, desde 1999. E sei que isso vai continuar. Vim jogar outras vezes aqui e vi o quanto é difícil enfrentar o Corinthians na Arena. É com esse corintiano que estou acostumado".

Por fim, o novo técnico afirmou que a obrigação do Corinthians será brigar por uma vaga na Libertadores de 2017 e que o time está "dentríssimo" das duas competições que está disputando: a Copa do Brasil e o Brasileirão.

Ele descartou mudanças bruscas no início e disse que seguirá tudo o que Fábio Carille passou para ele neste primeiro momento e destacou que aposta em seu trabalho surtindo efeito em 2017.

Roberto de Andrade, posicionado ao lado de Oswaldo de Oliveira, manifestou apoio ao comandante e seguiu a mesma linha de raciocínio.

"Não há desavença no Conselho. O que há é nem todo mundo gosta de vermelho. Precisa ter confiança no trabalho do Oswaldo, ele tem um bom currículo. E assim como ele disse que tem um bom currículo eu também vou dizer que tenho um bom currículo: estive em todas as últimas conquistas do Corinthians, como diretor ou presidente".

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