Andres critica postura de Roberto e defende diretor que saiu do Corinthians

Do UOL, em São Paulo

  • Dassler Marques/UOL

    Quando foi eleito, Roberto de Andrade teve apoio de Andres

    Quando foi eleito, Roberto de Andrade teve apoio de Andres

Andres Sanchez escancarou neste domingo a cisão política na atual cúpula do Corinthians. Em entrevista ao programa "Mesa Redonda", da "TV Gazeta", o ex-presidente alvinegro criticou o atual mandatário, Roberto de Andrade, pela conduta na contratação de Oswaldo de Oliveira, técnico que estreou neste domingo (16). Além disso, defendeu Eduardo Ferreira, que deixou a diretoria de futebol por não ter sido consultado sobre a escolha do treinador.

"Estou decepcionado", disse Andres, que em seguida enumerou motivos para isso: "Por exemplo, o diretor de futebol não saber quem ia ser o treinador e ficar sabendo pela imprensa. O presidente tem de fazer política e tem de conversar com o sócio, atender o conselheiro. Tem de dar atenção, mesmo falando não".

A contratação de Oswaldo de Oliveira foi o ápice de uma relação que já vinha desgastada. O treinador foi escolhido por Roberto a despeito de ter enfrentado resistência entre conselheiros do Corinthians. Edu Ferreira, que era diretor-adjunto de futebol, abandonou o cargo por não ter sido consultado.

"O Edu Ferreira, que falaram que brigou ou rachou, era diretor de futebol. Se contrata um treinador e ele fica sabendo pela imprensa, óbvio que tem de sair. O Corinthians perdeu um grande diretor de futebol e uma grande pessoa, que estava ajudando muito o futebol e poderia ajudar muito o Oswaldo. Erros de comunicações levaram a isso", disse Andres.

Oswaldo assinou contrato até o fim de 2017. Depois de uma tentativa frustrada com Cristóvão Borges e de ter flertado com a efetivação de Fabio Carille, Roberto deu ao ex-treinador do Sport a missão de substituir Tite, que deixou o Corinthians para comandar a seleção brasileira.

"Se ficar alguém grávido no Corinthians, fui eu que fiz. Se cair um urubu, sou eu. Não tenho que ficar bravo, querer ou não querer. Se me perguntam, posso dar minha opinião. Quando perguntaram do Cristóvão, dei minha opinião. Quem o presidente queria naquele momento não podia vir, e eu disse que tinha o Cristóvão. Mas quem contrata é o presidente, e do Oswaldo eu não participei de nada. Não me consultaram", relatou Andres.

A cisão motivada pela contratação vai ter reflexos na política do clube. Roberto de Andrade, atual mandatário, seguirá no cargo até o fim de 2017 e não poderá tentar reeleição. Andres avisou que não pretende se candidatar – como cumpriu hiato de duas gestões, está apto a tentar voltar.

"Não estou brigado com o Roberto, não vou brigar com o Roberto, mas a Renovação e Transparência, que é o grupo em que nós estamos desde 2006, acabou. Não tem mais Renovação e Transparência. Existem hoje outros grupos, novos líderes, novas pessoas", explicou Andres. "Se eu sou o líder, acabou. Dentro do grupo já fizeram outros grupos, e dez anos no poder trazem um desgaste, realmente. Você fala muito não, fala muito sim e descontenta um monte de gente", adicionou.

É a segunda crise de Andres com um presidente egresso do Renovação e Transparência. O ex-presidente já havia rompido com Mario Gobbi, que o sucedeu no comando do clube. Neste domingo, Andres expôs um dos motivos para isso.

"Isso vem de 2013 para cá. Você tem de tomar atitudes que não toma. Você não podia ter contratado aquele monte de jogadores gastando uma fortuna. Não é só o Pato, mas o Renato Augusto. Todo mundo fala do Renato Augusto, mas ele ficou dois anos e meio no Corinthians e não deu um chute na bola. Jogou os últimos quatro meses, mas ficou dois anos e meio ganhando R$ 500 mil por mês", finalizou.

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