Botafogo, Fluminense, Santos e CBF lamentam morte de Carlos Alberto Torres

Do UOL, em São Paulo

  • Reuters/Bruno Domingos

A morte de Carlos Alberto Torres aos 72 anos, nesta terça-feira (25), causou uma comoção nacional nas redes sociais. As primeiras homenagens que apareceram foram dos clubes que o histórico lateral direito da seleção brasileira, capitão do tricampeonato mundial em 1970, vestiu a camisa e fez história.

O Botafogo publicou uma nota de pesar em seu site oficial lamentando a morte do ex-atleta, que faz parte do Time do Século 20 do Botafogo.

A morte do Capita: Craque por onde passou e autor de gol antológico

Outro clube marcante da carreira do jogador, o Santos publicou uma foto antiga dele, agradecendo tudo o que o Capita fez pelo futebol. Em nota oficial, destacou as 445 partidas com a camisa alvinegra e o chamou de o maior lateral direito de sua história.

O Fluminense, clube que revelou o jogador ao esporte, se manifestou por meio do presidente Peter Siemsen, que o chamou de um dos "maiores laterais da história do futebol mundial" e disse que ele tinha "sangue tricolor".

A CBF foi a última a se manifestar, anunciando que o velório da "lenda seleção brasileira" será em sua sede, no Rio de Janeiro.

Veja a mensagem do Botafogo

"É com profundo pesar que o Botafogo lamenta a morte do ídolo Carlos Alberto Torres, na manhã desta terça-feira, aos 72 anos, no Rio de Janeiro, vítima de enfarto fulminante. Capitão do Tri Mundial do Brasil na Copa do Mundo de 70, Capita, como conhecido carinhosamente, marcou o seu nome na história do clube. Integra o Time do Século XX do Botafogo, sendo conhecido pelo potente chute de pé direito. Carioca e nascido em 17 de julho de 1944, Capita destacou-se também como técnico. Em 1993, fez história ao levar o Botafogo a conquistar a Taça Conmebol (Sul-Americano) para orgulho dos alvinegros.

O Botafogo de Futebol e Regatas decreta luto oficial e hasteia sua bandeira a meio-mastro na sede de General Severiano. O clube manifesta sua solidariedade aos amigos e familiares do Capita, este ídolo e símbolo alvinegro que nos deixa."

Homenagem do Santos

"O Santos FC lamenta o falecimento do ídolo Carlos Alberto Torres, que tinha 72 anos. Ele jogou 445 partidas e marcou 40 gols, no período de 1965 a 1975, e é considerado o melhor lateral direito da história do Alvinegro Praiano. O Clube decretou luto oficial de três dias.

Carlos Alberto Torres conquistou os seguintes títulos: Campeão Brasileiro nos anos de 1965 e 1968, Campeão do Torneio Rio-São Paulo em 1966, Campeão Paulista nos anos de 1965/1967/1968/1969 e 1973, Campeão da Recopa Sul-Americana e Mundial em 1968. Enquanto esteve no Santos FC jogou na Seleção Brasileira 61 partidas, marcando 09 gols. Na Copa do Mundo de 1970 levantou como capitão da equipe a taça de campeão mundial."

Peter Siemsen, presidente do Fluminense

CBF

"Com enorme pesar, a CBF lamenta que o mundo do futebol tenha sido surpreendido, nesta terça-feira (25), pelo falecimento de Carlos Alberto Torres. Lenda da Seleção Brasileira, o Capitão do Tricampeonato de 1970 morreu no Rio de Janeiro, vítima de um infarto. O velório será realizado no prédio da CBF, na Barra da Tijuca. Os detalhes serão informados em breve.

O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, declarou luto oficial de três dias. As bandeiras da sede da entidade estão a meio-mastro. Todas as partidas das competições organizadas pela CBF terão 1 minuto de silêncio.

Aos 72 anos, Carlos Alberto Torres deixa um enorme legado de conquistas e colaboração intensa para o desenvolvimento do nosso futebol. Obrigado, Capita. Sua história estará para sempre entre nós."

Outros clubes do futebol nacional também prestaram homenagem ao jogador, que também teve êxito na carreira como treinador. O Flamengo, por exemplo, agradeceu sua passagem no banco da equipe.

Flamengo

Corinthians

Personalidades e entidades do esporte brasileiro, do futebol ou não, também utilizaram as redes sociais para publicar agradecimentos, homenagens e lembranças ao capitão do tricampeonato mundial do Brasil, em 1970.

Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB

"Como capitão do Tri, coube a Carlos Alberto Torres erguer a Taça Jules Rimet no Estádio Azteca, na Cidade do México, para delírio de milhões de brasileiros. E, como atleta pan-americano, conquistou a primeira medalha de ouro da história do futebol brasileiro na competição. É uma perda lastimável para o esporte brasileiro."

Gabigol, atacante da Inter de Milão

Romário, ex-jogador e político

Cafu, ex-jogador e lateral direito da seleção

Leandrinho Barbosa, ala-armador do Phoenix Suns

Nalbert, ex-jogador de vôlei e comentarista de TV

Flávio Canto, ex-judoca e comentarista de TV

Alex, ex-jogador de futebol e comentarista

Ricardo Rocha, ex-jogador e comentarista de TV

 

É com um peso enorme no coração que me despeço do senhor, grande e eterno, Capita. Nunca pensei que fosse me tornar amigo de um deus do futebol e descobrir toda a humanidade que o senhor tinha. Era um espelho que refletia humildade, contribuindo para a formação de todos ao seu redor. O Capita tinha o dom de nos fazer sentir em casa, mesmo você estando presente de tamanho ídolo. Eu vou sentir muita saudade das nossas conversas, do cafézinho, de poder olhar, admirar e ser grato de ter o senhor como amigo. A saudade ecoará para sempre! Vá com Deus, que Ele te receba como o senhor merece, com toda glória e amor. Nunca serás esquecido, porque deixas esse mundo para se tornar mais um dos deuses do futebol, porque o senhor é ETERNO! #CapitaEterno

Uma foto publicada por Ricardo Rocha (@ricardorocha94)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Zico lembra superstições

Em entrevista ao SporTV, o ídolo flamenguista Zico relembrou os tempos de convivência com Carlos Alberto Torres, que foi seu técnico na conquista do tricampeonato brasileiro do time rubro-negro, em 1983.

"Foi uma pancada muito forte, um cara que marcou a história do futebol brasileiro, um cara espetacular. Que descanse em paz", disse Zico.

"No Flamengo, como treinador, ele tinha momentos divertidos. Ele acabou com a concentração para a gente, já pensava na frente. Ele era muito supersticioso, a gente brincava com ele: 'com esse time que você tem, não precisa fazer superstição, de chegar com a mesma roupa, fazer os mesmos gestos'. Levo comigo essas coisas boas, ensinamentos que realmente ele nos deixou", completou.

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