Galvão exalta liderança de C. Alberto: "Não temos ninguém que se aproxime"

Do UOL, em São Paulo

A morte do Capita: Craque por onde passou e autor de gol antológico

O narrador Galvão Bueno falou por telefone ao programa Seleção SporTV nesta terça-feira e lamentou a morte de Carlos Alberto Torres, capitão da seleção brasileira que conquistou o tri mundial na Copa de 1970. Para o jornalista, a capacidade de liderança do ex-jogador é algo que dificilmente será repetido no futebol nacional.

"Não temos ninguém que se aproxime, que possa chegar perto de exercer essa liderança com naturalidade que ele exercia, em uma geração que nunca tivemos igual no futebol brasileiro. Buscar outro Carlos Alberto Torres é impossível, mas tem que se espelhar nele", disse.

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Galvão aproveitou também para lembrar um episódio da Copa de 1970, no jogo Brasil 1 x 0 Inglaterra. Na ocasião, Carlos Alberto deu uma entrada mais forte no ponta inglês Francis Lee, que havia chutado o rosto do goleiro Félix em uma disputa de bola.

"Tantas vezes o Carlos Alberto tinha a força moral, a liderança. Até em um momento de uma jogada mais violenta. Eu me lembro contra a Inglaterra, quando ele deu uma chegada mais dura e o ponta [Lee] foi armar lá atrás. Era assim que ele agia", afirmou.

"Tenho batido tanto na tecla que o jogador, por ser o craque do time, não precisa ser necessariamente o capitão. A seleção brasileira em 70 tinha Gérson, Rivellino, Jairzinho, Tostão, Pelé", lembrou Galvão.

O narrador ainda fez um pedido. "Que não se chame ninguém mais de Capita a partir de hoje. Capita foi único".

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