Atacante do SP lembra de "madrugar" na roça e bullying por vender coxinha

Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação

    Luiz Araújo, atacante do São Paulo

    Luiz Araújo, atacante do São Paulo

Antes de conseguir realizar o sonho de virar atacante do time profissional do São Paulo, Luiz Araújo precisou acordar às 5h30 da manhã na roça e até encarar bullying de seus colegas por vender picolé do pai e coxinha da mãe.

Nos dias de hoje, comemorando as constantes chances que recebe na equipe profissional, o jogador relembra como foi superar as dificuldades iniciais de sua carreira.

"Eu sempre gostei de jogar bola, perdia o tampão do dedão na rua e tomava bronca da minha mãe. Eu tentava lavar o pé antes de a minha mãe ver, mas não dava tempo. Eu era o filho mais velho e me comprometi a ajudar meus pais na roça. Acordava 5h30 e sempre tive a responsabilidade de limpar a casa dos meus pais enquanto eles trabalhavam. Eu criei responsabilidade ali, levando meus irmãos para a escola também e comendo o que tinha para comer", afirmou Luiz.

Como todo atleta, Luiz lembra de vários "nãos" que recebeu. Ele passou sem sucesso por testes no São Carlos, no Batatais e na Ferroviária, onde chegou a ser aprovado, mas não pôde treinar por falta de local para morar em Araraquara. Depois, voltou a seu clube de origem, o Clube Atlético Taquaratinga, onde voltou a ser rejeitado.

Perto de desistir da carreira, ele revela que uma premonição de uma amiga de sua mãe foi decisiva para que tudo desse certo.

"Eu vendia sorvete na rua para ajudar meu pai e coxinha da minha mãe. Os caras me zoavam na escola, mas eu ficava tranquilo. Teve uma amiga da minha mãe que disse que eu iria embora da cidade e que teria uma chuteira branca", afirmou.

"Aos 16 anos, fui chamado para treinar no Mirassol. No dia do treino, vi que tinha esquecido a chuteira. Liguei para o cara que tinha me levado e ele não poderia me ajudar a recuperar a chuteira na hora. A sorte foi que caiu uma chuva e o treino foi cancelado. No outro dia de manhã, o cara me leva uma chuteira e era branca. Eu pensei que era aquela a hora. Treinei quinze minutos e acabei com o treino, com dois gols", completou.

Aos 20 anos, Luiz diz reconhecer a responsabilidade que tem pela má fase do São Paulo e promete muita vontade para mudar a situação do seu time
"Também quero ajudar o São Paulo a sair dessa fase difícil, não é porque sou jovem que não tenho responsabilidade. Se o treinador viu potencial em mim, ele confia no meu trabalho", afirmou.

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