Corintiano que viralizou na web tem habeas corpus de 100 páginas impetrado

Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Armando Paiva/AGIF

    Torcedores do Corinthians em confronto com a PM no Maracanã

    Torcedores do Corinthians em confronto com a PM no Maracanã

Os advogados do corintiano André Tavares, preso no último domingo no Maracanã em partida entre o clube paulista e o Flamengo, impetraram um habeas corpus na noite desta quarta-feira com mais de 100 páginas alegando a inocência do torcedor na confusão que terminou com 31 detidos.

O documento tem anexado fundamentos e fotos utilizados no UOL Esporte onde, supostamente, provam que André ainda não havia entrado no estádio no momento da pancadaria com policiais militares no setor visitante.

O requerimento, feito por seus advogados Rafael Faria e Gabriel Mirada Moreira, será analisado pelas autoridades e, caso seja acatado, o torcedor poderá ser solto respondendo ao processo em liberdade.

Este já é o segundo habeas corpus a favor de André Tavares. Na tarde desta terça-feira, o advogado paulista Valter Nunhezi Pereira, que não está ligado diretamente ao caso, impetrou o documento citando não só o corintiano como os outros 30 detidos e mais 10 que foram presos e já estão soltos.

André e os demais estão encarcerados no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. Já o menor de idade P.S. foi encaminhado para uma internação provisória.

André Tavares, que é corretor de seguros, casado e com um filho, ganhou uma campanha maciça na internet (#andretavaresinocente) que chegou a atingir os dez assuntos mais comentados do Twitter no Brasil.

Único com advogado particular

André Tavares é o único com advogados particulares. Os outros 30, além do menor de idade, estão com o trio Marcus Vinícius Farias, Helion Moura e Gutemberg Souza.

Na audiência de custódia da última terça-feira (25), os torcedores trajavam as mesmas roupas do dia do jogo e André era um dos poucos que não tinha vestimentas de organizadas ou mesmo do Corinthians.

Presos em flagrante, os corintianos tiveram a detenção alterada para preventiva e foram enquadrados por crimes de lesão corporal - confirmada por um laudo positivado nos PMs -, dano qualificado, provocar tumulto em locais de jogos, resistência qualificada e associação criminosa.

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