Fora do futebol, Luxa mostra por que pode ser "o professor" no pôquer

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

  • Hugo Dourado/Divulgação

    Luxemburgo só colocava os óculos quando a jogada começava

    Luxemburgo só colocava os óculos quando a jogada começava

Vanderlei Luxemburgo pode falar que é o "professor" do pôquer no mundo do futebol. Em um evento com atletas e ex-atletas, o técnico foi o que chegou mais longe na competição para celebridades organizada pela WSOP (Série Mundial de Pôquer, da sigla em inglês), o mais importante campeonato da categoria que tem uma etapa disputada no Brasil pela primeira vez na história.

Com direto a óculos escuros quando estava apostando, ele mostrou intimidade com o jogo até na hora de blefar e fazer o que no futebol receberia o nome de "catimba". Esconder os olhos é uma tática de alguns jogadores renomados que acreditam que o olhar pode dar dicas de seu jogo aos adversários.

A posição exata de Luxemburgo não foi divulgada, mas ele foi o último a deixar as mesas se considerar esportistas que participaram do evento como: Moisés, Rodrigo, Vitor Hugo e Alecsandro, do Palmeiras; Wellington e Michel Bastos, do São Paulo; Elano, do Santos (que preferiu não jogar); Wagner Ribeiro, empresário; e ex-atletas como Rodrigão (vôlei), Virna (Vôlei) e Fernando Scherer (natação). As mesas ainda tinham presenças como o cantor Sorocaba, youtubers, comediantes e membros que frequentam a mídia. 

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No evento, o técnico preferiu não falar sobre futebol, embora não esconda o desejo de voltar a trabalhar como técnico. Por um momento, ele deixou as semifinais da Copa do Brasil de lado para praticar o seu hobby preferido em um pavilhão que tem centenas de mesa e milhares de jogadores em busca de dinheiro, diversão e um ambiente que lembra um Casino de Las Vegas, mas sem o tradicional luxo das terras norte-americanas. O evento vai até o dia 02 de novembro e começa no início da tarde e termina até a última mesa acabar no Transamérica Expo Center.
 
Foi da mesa de Luxemburgo, aliás, que saiu o campeão. O publicitário Angelo Corce, que ganhou a competição e o direito de participar de uma mesa profissional da WSOP, começou apostando suas fichas contra o técnico.

Na mesa de trás, estava Moisés. Apontado pelos palmeirenses como o "dono do pedaço", ele participa regularmente de competições e foi elogiado por Vitor Hugo. "O Moisés é o melhor de lá do Palmeiras. É sempre perder dinheiro para ele", disse o zagueiro.

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Moisés, que disputou fichas com Wagner Ribeiro na sua primeira mesa, já chegou a ir para mesa profissional contra Bruno Foster (foto acima ao lado de Denílson, outro praticante do esporte), um dos melhores competidores do país e que estava no evento da última quarta-feira também.

"Esse torneio das celebridades tem crescido muito, o pessoal gosta e tem acompanhado. Cada vez mais temos atletas e ex-atletas participando, o que é muito legal e mostra o quanto o pôquer atinge todas as classes. É sempre legal poder dividir a mesa com todos, pois são muito divertidos", afirmou ele.

Entre os outros jogadores, Wellington e Michel Bastos, que não quis dar entrevistas e evitou até fotos, foram os primeiros a caírem. Alecsandro mostrou certa intimidade com o jogo. 

O Brasil no pôquer tem praticantes famosos no futebol, como Luxemburgo, Neymar e Ronaldo, mas também tem um nome famoso pelo mundo por ser dos melhores jogando as cartas e apostando as fichas: André Akkari já ganhou o disputado Bracelete em 2011 e entrou para o hall da fama do esporte no país e estava no pavilhão na última quarta.

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