Promessa argentina "tomada" em chapéu no Inter mira oportunidade no Grêmio

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • Divulgação/Soccer House

    Ezequiel Esperon participa de partida pelo Grêmio e renova contrato

    Ezequiel Esperon participa de partida pelo Grêmio e renova contrato

Em fevereiro, a torcida do Grêmio lotou as redes sociais de comemoração. Não se tratava de conquista ou celebração por queda do rival. Mas sim um 'chapéu', que seria o segundo em poucos dias. Depois de 'tomar' Henrique Almeida do Colorado, o volante argentino Ezequiel Esperon teve situação próxima. Era do Inter, foi para o Grêmio. Quase um ano depois, com bom desempenho na base e no time de transição, o jogador renovou por dois anos e aguarda chance. 

"Eu vi alguma coisa pelas redes sociais e umas pessoas mais próximas comentaram comigo. Eu fiquei um ano aqui em Porto Alegre antes de ir para o Grêmio e deu para ver que a rivalidade é muito forte. Só ver os acontecimentos desse último Grenal. Para mim foi uma questão tranquila. Não sou do país e fiquei pouco tempo no Inter, nem deu para criar identificação, então para mim foi tranquilo", disse Esperon ao UOL Esporte. "(a negociação com Grêmio) Foi rápida. Meu empresário que tratou tudo. Quando ele perguntou se eu queria ir para o Grêmio, não pensei duas vezes. Estava feliz na cidade e o Grêmio é um clube incrível", completou. 
 
A opção de trocar o Inter pelo Grêmio se deu por questões particulares. Esperon não guarda mágoa do tradicional oponente, mas não esconde a preferência pelo Tricolor, onde conseguiu mostrar seu melhor futebol. 
 
"Fui bem recebido no clube, era minha primeira experiência fora do Brasil e consegui me adaptar muito rápido. As coisas vinham dando certo, eu vinha jogando bem. Chegou o final do ano e o Inter demonstrou interesse na renovação. Eles conversaram com meu empresário, mostraram os números e fizeram uma proposta interessante, mas de um dia para o outro mudaram quase tudo o que tinha sido prometido, então eu não aceitei. Aí veio a proposta do Grêmio e fechei na hora", disse. 
 

'Jogador de força' e criado como meia

 
Com 20 anos, o marcador começou como meia e garante que a força é uma de suas principais características. No time de transição, tem concorrência de jogadores que já passaram pelo principal como Arthur, Araújo, Balbino e Jefferson Negueba. Mas mesmo assim tenta conquistar seu espaço. 
 
"Sou um jogador de força, que tem garra e que gosta de chegar perto da área para bater no gol. Eu comecei como meia nas categorias de base, tenho essa característica de ajudar na frente também", acrescentou. 
 

Divulgação/Soccer House

O início foi no Vélez e ainda passou por Huracán e pelo All Boys até chegar ao Brasil. No Grêmio, disputou 5 jogos e marcou um gol pelo Brasileirão Sub-20 deste ano. Além disso é figura frequente no time de transição. Ainda não recebeu oportunidades no principal, mas caminha para isso. Ainda mais agora que ampliou seu vínculo com o clube por mais dois anos. 
 
"Meu empresário me disse que pessoas do Inter tinham ido de Porto Alegre para a Argentina para me ver jogar (no ano passado). Aí eu fui bem no jogo e eles se interessaram de verdade. Foi assim que tudo começou sobre a minha vinda para o Brasil. Eu gosto muito dos dois países (Brasil e Argentina), estou muito feliz no Brasil e sempre fui muito feliz na Argentina. Mas eu não faço escolhas. Quero construir minha carreira e ter sucesso, independente do lugar", opinou. 
 
A chegada dele ao clube significou a reabertura das categorias de base para jogadores estrangeiros. Contudo não houve novos gringos chegando até então. Os dois que fazem parte do grupo caminham para ter mais oportunidades. O sul-africano Tyroane Sandows já integra o principal e tem ficado no banco de reservas com Renato Gaúcho. Esperon tenta na próxima temporada dar novos passos para isso. 
 

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