Odebrecht negocia venda do Maracanã por R$ 40 mi e complica dupla Fla-Flu

Vinicius Konchinski

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Bob Martin for OIS/COI/AFP

    O Maracanã foi um dos palcos dos Jogos Rio-2016 e agora está no centro de uma disputa

    O Maracanã foi um dos palcos dos Jogos Rio-2016 e agora está no centro de uma disputa

A Odebrecht está disposta a vender o controle do Maracanã para que possa deixar a administração do estádio. Depois de abrir uma ação numa corte arbitral para tentar romper o contrato de concessão a qual mantém com o governo, a companhia agora negocia com a empresa francesa Lagarde a venda dos direitos sobre a arena. A construtora quer cerca de R$ 40 milhões para repassar a concessão.

Odebrecht e Lagarde iniciaram na semana passada uma negociação para o possível repasse do controle do Maracanã. Nesta quinta-feira (3), representantes das empresas conversaram com o governo sobre o negócio, que é visto como uma possibilidade concreta para a solução do impasse que paira sobre o futuro do Maracanã.

O governo do Rio é o dono do estádio. Em 2013, organizou uma licitação e concedeu o espaço a um grupo de empresas controlado pela Odebrecht, a Maracanã SA. Acontece que o negócio nunca deu certo. Neste ano, a Odebrecht decidiu deixar a administração da arena.

O governo do Rio não quer mais administrar o estádio. Por isso, já iniciou estudos sobre uma nova licitação do Maracanã. Com a negociação entre Odebrecht e Lagarde, é possível que a concorrência não seja mais necessária, o que impactaria diretamente nos planos de Flamengo e Fluminense.

Os clubes não falam sobre o assunto, mas reprovam internamente a possibilidade de o controle do estádio ser vendido pela Odebrecht. Isso os impediria de participar de um novo processo de licitação e os deixaria mais uma vez reféns da administração privada do complexo esportivo.

O Rubro-negro, por exemplo, se vê como protagonista e já deixou claro não ter a ideia de celebrar um novo contrato de locação com um eventual sucessor da Maracanã SA. O Tricolor se apoia no longo contrato de 32 anos com a atual concessionária para manter seus jogos no estádio.

Até o fim de novembro, o Maracanã permanece administrado pelo Comitê Organizador da Rio-2016. A tendência é a de que em breve a situação sobre o futuro do principal estádio do país seja resolvida.

Procurada pela reportagem, a Odebrecht optou por não comentar o assunto. O governo confirmou a reunião com Odebrecht e Lagarde. O Estado diz que segue avaliando a melhor alternativa para a administração do Maracanã.

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