Oscar e Willian perdem espaço e Chelsea fica menos brasileiro

Do UOL, em São Paulo

  • Michael Regan/Getty Images

    Willian e Oscar, do Chelsea: dupla perdeu espaço com técnico Antonio Conte

    Willian e Oscar, do Chelsea: dupla perdeu espaço com técnico Antonio Conte

A temporada do Chelsea começou com três brasileiros sonhando com o time titular. Willian era intocável com Jose Mourinho e não havia motivo para perder um lugar no time titular. David Luiz voltava ao clube como principal contratação da temporada e também, dificilmente, amargaria o banco de reservas. A situação mais delicada era de Oscar, mas o meio-campista que não muito usado na temporada passada via o técnico Antonio Conte, que já tinha tentado sua contratação quando estava na Juventus, com esperança.

Hoje, o Chelsea de Antonio Conte já tomou forma. E não está tão verde-amarelo como muitos esperavam. Desde a derrota por 3 a 0 para o Arsenal, no final de setembro, o italiano encontrou seu time ideal, usando o esquema com três zagueiros que empregava na Juventus. Para os brasileiros, foi uma notícia ruim: dos três do elenco, só um é titular. David Luiz se encontrou no miolo da defesa com três zagueiros e vem sendo elogiadíssimo. Os outros dois estão sofrendo para se adaptar.

Willian perde duelo para ex-Barcelona
Reuters

Quando chegou ao Chelsea, o brasileiro demorou uma temporada inteira para se adaptar. Mas quando o fez, transformou o lado direito do ataque londrino seu território. Foi titular com José Mourinho e com o holandês Guus Hiddink, marcando 21 gols e dando passe para outros 22 em 149 partidas. Com Conte, as coisas pareciam que continuariam iguais.

O ex-Corinthians foi titular em cinco das primeiras seis partidas do time no Campeonato Inglês. Mas desde os 3 a 0 para o Arsenal, só começou dois jogos, um deles pela Copa da Liga Inglesa, em que o Chelsea entrou com time misto. A explicação para isso é justamente o esquema de Conte.

No 4-3-4, são necessários dois jogadores de lado de campo, um mais defensivo, fazendo a ala, outro mais ofensivo, fazendo a ponta. Willian pode fazer as duas funções, mas fica no meio-termo em ambas. Na ala direita, em que Moses vem sendo elogiado pela imprensa inglesa, falta capacidade de marcação.

Na ponta, é justamente o oposto: Conte vem usando mais o espanhol Pedro na função. Formado nas categorias de base do Barcelona como atacante, ele é muito mais agudo do que o brasileiro, buscando a finalização muito mais do que o passe. O brasileiro, meia de origem, acaba sendo pouco ofensivo para o que o italiano busca.

Oscar não tem uma posição para jogar
Andrew Couldridge Livepic/Reuters

Para Oscar, o problema é ainda maior. O brasileiro já foi titular absoluto do Chelsea – tem 38 gols e 37 assistências em 200 jogos, média de participação em gols do clube maior do que a de William, por exemplo. Desde a Copa do Mundo do Brasil, entretanto, seu desempenho vem caindo. Na temporada passada, por exemplo, foi titular em menos de 50% dos jogos do time londrino.

Com Conte, os números são parecidos. Ele foi titular em cinco dos dez jogos do time, mas só não foi substituído uma vez (nos 3 a 0 sobre o Burnley). Desde a derrota para o Arsenal, porém, só começou jogando quando o italiano escalou um time misto, na Copa da Liga. O problema é a posição. Oscar é um meia mais clássico, que joga centralizado organizando as jogadas da equipe. O time de Conte simplesmente não tem essa posição. Os dois meio-campistas mais centralizados são o francês Kante e o sérvio Matic, volantes.

Quem mais se aproxima do que o brasileiro costuma fazer é o belga Eden Hazard, escalado na ponta esquerda, mas com liberdade para centralizar o seu jogo. O nível de atuação do belga, porém, tem sido muito alto. Ele é o grande destaque do time de Conte até agora, com cinco gols na Premier League – o artilheiro do time é Diego Costa, com oito gols.

Chelsea já teve cinco titulares nascidos no Brasil
Clive Rose/Getty Images

Com os dois em baixa, o Chelsea fica um pouco menos verde-amarelo. Uma pena para o time mais brasileiro da Inglaterra. O clube é o único inglês que aposta consistentemente em talentos do país para reforçar seu elenco.

Na primeira passagem de David Luiz por Londres, por exemplo, o time chegou a ser escalado com ele, Ramires, Oscar e Willian. Quando o zagueiro foi para o PSG, o número aumentou: chegaram o lateral esquerdo Filipe Luís (que ficou só uma temporada na equipe) e o atacante Diego Costa (que defende a Espanha, mas nasceu no Sergipe).

Na temporada passada, além de Willian e Oscar, outro brasileiro bastante pelo clube foi Kennedy, atacante formado nas categorias de base do Fluminense. Também atacante, Alexandre Pato fez parte do elenco, mas jogou pouco.

Hoje, além dos três brasileiros no plantel principal, o Chelsea tem contrato com mais quatro jogadores do país, todos emprestados. Kennedy no Watford-ING, Lucas Piazon (ex-São Paulo) no Fulham-ING, Nathan (ex-Atlético-PR) no Vitesse-HOL e Wallace (ex-Flu) no Grêmio.

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