De 'tampão' a unanimidade: Renato é alvo de situação e oposição do Grêmio

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • Lucas Uebel/Grêmio

    Renato Gaúcho conquista oposição e situação e tem tudo para renovar com Grêmio

    Renato Gaúcho conquista oposição e situação e tem tudo para renovar com Grêmio

Renato Gaúcho será procurado pela situação ou mesmo pela oposição para permanecer no Grêmio em 2017. O resgate do time, que pode ser campeão da Copa do Brasil (finais serão nos dias 23 e 30 de novembro), transformou o comandante de 'tampão', por conta do contrato de três meses, em unanimidade nos mais variados movimentos políticos do clube. 

Portaluppi chegou ao Tricolor com objetivo de recuperar uma equipe que oscilava bastante. Tinha deixado de disputar o título, se afastava do G-4 (que depois virou G-6) e tinha na Copa do Brasil o único alvo até o fim do ano. 
 
E não foi por intenção da atual direção. O presidente Romildo Bolzan Júnior, antes de contratar Renato, não escondia seu desejo de permanecer com Roger Machado, que pediu demissão após a derrota para a Ponte Preta. Bolzan tentou, de toda forma, convencer Roger a permanecer. Não conseguiu. E ainda foi convencido por seus pares de Conselho de Administração a contratar Renato. 
 
O treinador chegou com um contrato curto. Foram três meses assinados com ele e o coordenador técnico Valdir Espinosa. Mas a um mês do fim do vínculo, o comando atual já decidiu que o melhor é sua renovação. 
 
"Quem vai bem, quem se qualifica, quem dá certo, permanece. Essa é a regra do futebol. O Renato faz um trabalho exemplar. E aqui faço mais um avanço. Há uma profunda sintonia do comando técnico com a direção de futebol. E isso é muito importante para que tudo dê certo. E quando isso fica ajustado, as coisas acontecem", disse o presidente gremista, candidato a reeleição no pleito do próximo sábado. 
 

Oposição promete conversar

Enquanto isso, na apresentação de sua candidatura ao cargo máximo gremista, o vice de futebol da oposição, Fábio Koff Júnior, prometeu conversar com Renato Portaluppi caso sua chapa seja eleita. 
 
"Já debatemos esta questão relativa ao treinador. Ganhando, se Deus quiser a Copa do Brasil, e no caso de derrota, o Renato (Gaúcho) será procurado. Vamos saber se ele pretende continuar, pretensões... O procuraremos, mas não o faremos agora porque não é um momento apropriado para isso", disse. 
 
O mesmo tom adotou o diretor executivo de futebol da chapa oposicionista. O ex-zagueiro Hugo de Leon foi colega de Renato Gaúcho no time tricolor em 1983, mas evitou comentar o poder aquisitivo do clube antes de ser ou não eleito. 
 
"Seria inapropriado se estamos nos candidatando, tendo só uma opção, falar de uma estrutura que desconhecemos. Seria uma falta de respeito e um despreparo nosso", disse. 
 
Em sua terceira passagem pelo Grêmio, Renato Gaúcho comandou o time em 12 jogos com cinco vitórias, cinco empates e duas derrotas, totalizando aproveitamento de 55,5%. 
 

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