Candidato, presidente do Grêmio aposta em continuidade e compra da Arena

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • Lucas Uebel/Divulgação/Grêmio

    Romildo Bolzan Júnior tenta reeleição no comando do Grêmio para triênio

    Romildo Bolzan Júnior tenta reeleição no comando do Grêmio para triênio

O presidente Romildo Bolzan Júnior separou um evento único para falar sobre sua candidatura à reeleição no clube. Para não deixar que o pleito interfira no futebol, pela proximidade da final da Copa do Brasil, Bolzan falou apenas nesta quarta-feira (09) sobre seus projetos para o clube visando os próprios três anos. Segundo ele, continuidade de gestão e a compra da Arena alinhavada são prioridades. 

"Uma eleição sendo candidato e sendo presidente se confunde com a própria figura. E evitamos ao máximo criar uma condição de utilização do cargo de presidente. E entendemos que a circunstâncias desta eleição por conta da final da Copa do Brasil poderia gerar uma má interpretação e compreensão, um ambiente que prejudicasse o futebol. Esta é uma situação recorrente no Grêmio e foi acautelatória. Muito antes de não querer debate ou discussão, o único prejudicado desta posição sou eu, não é mais ninguém. Poderia debater, discutir os dados do Grêmio e nossos conceitos. Não gostaríamos de nos furtar disso, mas a circunstância se impõe pela situação. Há um resguardo para não nos fugir do controle algo que possa prejudicar o futebol e um título que há tempos não temos. Eu peço desculpas pela posição e o único prejudicado sou eu", disse Romildo em entrevista coletiva. 
 
A ideia é manter a gestão sob as premissas atuais. Presidente nos últimos dois anos, o mandatário garante as sequência dos projetos em andamento, como controle de gastos e adequação financeira, além de aposta em jogadores vindos das categorias de base. 
 
"Temos a perspectiva de dar uma sustentação mais forte ao futebol. Não é de graça que chegamos a uma situação de disputa interessante. O esforço que fizemos ano passado, não vendendo jovens atletas, valorizando eles, e hoje somos a terceira potência no ranking dos clubes com maior patrimônio pela revista Forbes, e dentro destes conceitos está o elenco, a manutenção de jogadores, não aceitar vendas e criar condições que crescessem... Sabemos bem o que temos de bom e o que temos que qualificar. É um processo de futebol, que vem de uma estrutura de cumprir obrigações e projetar perspectivas. Além de estruturação e garantia do provimento próprio do clube que seria de quatro anos, a crise brasileira e nosso processo impôs um processo de adequação. Chegaremos a uma adequação plena", disse Bolzan. 
 
Além disso, a compra da Arena esteve entre os tópicos tratados por Romildo Bolzan Júnior em sua entrevista coletiva. Segundo ele, o começo do próximo ano será prazo para que tudo se resolva, já que as partes estão em acordo. 
 
"A gestão da Arena é uma questão adiantada, mas que não depende do Grêmio. Não temos mais divergências de preço, de prazo, de forma da negociação, das partes que fazem tudo isso em questão de prover os financiamentos... Recentemente foram julgados os recursos da recuperação judicial da OAS. E não foram providos. Esta era uma das condições para o sucesso disso. Ainda temos uma situação pendente. Parte dos empreendimentos terão que ser renegociadas, o entorno, as compensações urbanísticas, porque os compromissos originais não foram feitos. Tem que ter uma negociação entre OAS, MP, prefeitura e Karagounis. Passando isso, não há nada que impeça. Nos prazos que se tem administrativamente, este assunto deve ser resolvido até março. Resolvendo isso não há mais nada para debater", esclareceu. 
 
Não é novidade que Renato Gaúcho está garantido no comando. A comissão técnica permanente está mantida, da mesma forma o departamento de futebol, em caso de eleição da situação. 
 
"O que nós temos aqui: uma comissão técnica permanente, um treinador com auxiliar técnico, um coordenador técnico que trabalha, e a função de gerência é executada por duas ou três pessoas. Não descarto essa figura de executivo já que o coordenador existe na figura de Espinosa", finalizou. 

Koff, de que lado estará? 

Em evento semelhante da oposição, o candidato a vice de futebol na chapa de Raul Mendes, Fábio Koff Júnior, disse que o voto de seu pai, o ex-presidente Fábio Koff, será de Raul. Apoiado na eleição passada pelo ex-presidente, Romildo não deu ênfase ao tema. 
 
"Não conversei com ele (Koff) sobre isso, mas darei meu sentimento pessoal. Não estou preocupado com isso. Tenho uma dividia de gratidão paternal sobre ele. Ele me deu a honra de escrever o prefácio de seu livro, de sua biografia. E isso para mim (sic) foi uma honra tão profunda que expressei com palavras o que penso a seu respeito. O que ele vai fazer se torna irrelevante pelo peso dele no clube, e para mim (sic). Não entro neste debate e não me preocupo. Serei eternamente grato e reverenciarei a ele, independente da sua posição", finalizou
 
Chapa 1 na eleição presidencial gremista, Romildo Bolzan Júnior concorre com Raul Mendes. O pleito ocorrerá no próximo sábado e decidirá o presidente gremista pelos anos de 2017, 2018 e 2019. 

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