Mineirão se aproveita do 7 a 1 e vira atração pra turistas do mundo todo

Pedro Ivo Almeida

Do UOL, em Belo Horizonte

  • AFP PHOTO / ODD ANDERSEN

    Gestores do Mineirão não se incomodam com a marca de "casa" do 7 a 1

    Gestores do Mineirão não se incomodam com a marca de "casa" do 7 a 1

Palco da maior tragédia da história recente do futebol brasileiro, o Mineirão não se incomoda com o tal "peso". Enquanto jogadores e torcida tentam se livrar das lembranças da goleada sofrida para a Alemanha na Copa do Mundo de 2014, a administração do estádio mantém o 7 a 1 vivo e usa o jogo daquele 8 de julho para faturar.

Os símbolos da partida histórica se tornaram a grande atração do local e alavancaram em 40% as visitas ao museu do estádio localizado em Belo Horizonte.

"Nunca tivemos interesse em nos afastarmos da imagem do 7 a 1. É algo bom para nós. O número de visitantes pulou para sete mil por mês. Vem gente de todos os cantos do mundo para conhecer o estádio daquele jogo", explicou a gerente de relações institucionais do estádio, Ludmila Ximenes.

A responsável pelo trabalho da imagem com o grande público ainda revelou que o local se tornou praticamente uma casa alemã na capital mineira.
O Mineirão chegou a contratar um guia fluente na língua germânica para melhorar o serviço.

"Os alemães são maioria entre os visitantes estrangeiros, que também subiram muito. Não há um alemão que venha a Minas e não passe aqui", contou.

Apesar da torcida para o Brasil, os gestores não se preocupam muito com os resultados em campo.

"O Mineirão não entra em campo, não faz gol, não marca. Ele é apenas a casa de um jogo histórico. O 7 a 1 foi mais um espetáculo que ficou para a história aqui. Decidimos fazer uma limonada a partir do limão. Nos orgulhou até, se tornou um palco ainda mais conhecido pela repercussão. Preservamos a história e tornamos isso um atrativo. Qualquer resposta ou retorno em campo é com a seleção. Nos preocupamos em gerir bem tudo que acontece no estádio. E estamos diante de mais uma história, um Brasil e Argentina com Neymar e Messi", completou Ludmila Ximenes.

Na manhã da última terça-feira, dia da primeira atividade da seleção no local após o 7 a 1, as visitas seguiam normalmente. As camisas de 2014 de Brasil e Alemanha, bem como a bola daquela partida, seguiam lá. Os objetos só foram retirados na parte da tarde por conta da montagem da zona mista de entrevistas no mesmo espaço.

"Mas voltam logo após o jogo. Tomara que agora com camisas de Messi e Neymar também. Será mais uma parte de nossa história", finalizou o responsável pela comunicação do local, Rivelle Nunes.

Brasil e Argentina se enfrentam nesta quinta-feira (10) pela sequência das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

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