Punições, preço e campanha na Série B abalam relação entre torcida e Eurico

Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Bruno Braz / UOL Esporte

    Eurico já foi ovacionado, mas tem sido vaiado neste fim de ano no Vasco

    Eurico já foi ovacionado, mas tem sido vaiado neste fim de ano no Vasco

Nem mesmo quando foi rebaixado ano passado no Campeonato Brasileiro o presidente Eurico Miranda sofreu com tantos protestos como agora. Com o Vasco em situação preocupante na Série B, a torcida tem focado sua revolta principalmente no dirigente, que não parece se incomodar.

No empate com o Luverdense na última terça, o cartola novamente solicitou à Polícia Militar que organizadas fossem impedidas de entrar com instrumentos, faixas, bandeiras e materiais em geral, assim como já havia acontecido contra o Avaí.

A carga de ingressos também foi reduzida e somente os sócios foram autorizados a ocupar a social de São Januário, local onde tradicionalmente há manifestações em momentos turbulentos.

O mesmo setor também teve a área ao lado da sala da presidência isolada por conta de andaimes que, de acordo com o clube, estão sendo utilizados para reforçar a pintura da marquise. Foi lá, por exemplo, que Euriquinho, filho de Eurico, se envolveu em uma discussão com policiais após tumulto entre "euriquistas" e opositores.

Antes disso, a diretoria já havia negado um pedido formal da torcida - baseado em pesquisa - ao departamento de marketing para que o preço dos ingressos fosse reduzido. Atualmente, o ticket médio do Vasco é o mais caro da Série B e o quinto do Brasil.

A mescla de fatores se reflete na arquibancada. A média de público do Cruzmaltino em São Januário na Série B é inferior a 5 mil pessoas. Enquanto isso, o time patina na competição e nunca esteve com o acesso tão ameaçado como agora, já que está a apenas dois pontos do quinto colocado.

Nesta quarta-feira, cerca de 40 torcedores estiveram na porta do clube e exigiram uma reunião com o elenco, principalmente com o capitão Rodrigo. Os envolvidos, porém, fizeram questão de frisar que o foco da ida ao estádio não era Eurico Miranda e, sim, saber os motivos que levaram a equipe à drástica queda de rendimento.

Há a expectativa de que eles retornem nesta quinta e, caso não tenham o pedido atendido, prometem ir ao aeroporto na sexta, quando a delegação embarca para Bragança Paulista (SP) onde, no sábado, tem pela frente o decisivo duelo com o Bragantino.
 

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