Bauza é criticado e enfrenta pressão na Argentina após 5 jogos no comando

DO UOL, em São Paulo

Após apenas cinco jogos no comando da seleção argentina, o técnico Edgardo Bauza viu a pressão aumentar depois da derrota por 3 a 0 para o Brasil na última quinta-feira, em Belo Horizonte. A imprensa do país ainda não fala abertamente sobre uma possível demissão, mas as críticas e as análises de sua situação mostram um treinador pressionado para o duelo contra a Colômbia, na próxima terça-feira.

O jornal El Clarín, por exemplo, diz em uma manchete que a goleada deixou Patón Bauza enfraquecido. " A Argentina não só ficou fora da zona de classificação para o Mundial nas Eliminatórias, mas também parece não ter respostas futebolísticas para mostrar dentro do campo", diz o jornal.

Com a derrota, Bauza chegou ao recorde de uma vitória, dois empates e duas derrotas à frente da seleção. Na sexta colocação com 16 pontos, o país estaria fora da Copa do Mundo se as Eliminatórias da América do Sul terminassem hoje.

"Patón já era questionado por suas decisões nas convocações e agora ficou mais enfraquecido pelo jogo ruim de sua equipe. O técnico tem apenas cinco partidas no banco da seleção com uma particularidade: foram todos encontros pelas Eliminatórias", disse.

Já o jornal La Nación promoveu um debate entre dois comentaristas sobre o papel de Bauza na atual crise na seleção argentina. Claudio Cerviño foi duro na avaliação. "Ele deveria cuidar de Messi fazendo uma cirurgia (no time) maior. Antes de se preocupar se o Barcelona cuidava de Messi, ele que deveria cuidar. Como? Marcando território, dizendo que começava uma nova era, que Messi estava convidado a fazer parte e que não faria reparos, e sim uma cirurgia de grande porte, incluindo jogadores de sua afinidade", disse

"É um elenco desgastado, sem fé. O resultado? Ele pegou a seleção na 3ª colocação, com 11 pontos, a dois pontos de Uruguai e Equador. Ele ganhou um único jogo, é 6º, a 8 pontos do Brasil, e joga cada vez pior. Com ou sem Messi", completou.

Já Francisco Schiavo coloca a culpa nos jogadores. "A situação na Argentina não é sua culpa. Os problemas vêm se arrastando. A conclusão é sempre a mesma: os heróis da Europa saem em lágrimas com a camisa azul e branco. Uma vez atrás da outra. Com Maradona, com Sabella, com Martino e com Bauza, para citar uma geração. A Rússia está longe e é por causa deles (jogadores)", diz.

Apesar da pressão, Bauza mantém o discurso otimista. "Estamos com gosto amargo, mas com força. Temos uma partida muito importante em três dias. A classificação depende de nós", disse, citando o jogo contra a Colômbia, na próxima terça-feira.

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