R.Augusto trocou chocolate por gelatina e virou intocável no Brasil de Tite

Pedro Ivo Almeida

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Ricardo Moraes/Reuters

    Renato Augusto disputa jogada com Messi, no Mineirão

    Renato Augusto disputa jogada com Messi, no Mineirão

Negociado com o futebol chinês no início de 2016, Renato Augusto se viu no centro de questionamentos sobre seu futuro na seleção brasileira. Baseados em situações recentes de jogadores que se transferiram para a Ásia e perderam espaço, muitos acreditavam que o meia não conseguiria manter a recém-conquistada vaga na equipe. Quase um ano depois, no entanto, o que se viu foi justamente o contrário: o camisa 8 se tornou peça fundamental intocável no time na disputa das Eliminatórias.

Apontado por Tite como um dos líderes da engrenagem verde e amarela, Renato se destacou em mais uma vez ao anular, ao lado do companheiro "chinês" Paulinho, o craque Messi na vitória por 3 a 0 para a Argentina.

A trajetória para se manter entre os titulares da seleção na temporada 2016 foi de muito trabalho e sacrifício. Um deles até curioso. Extremamente preocupado com o preparo físico, o "chocólatra" Renato Augusto teve que se livrar de alguns vícios para não ter problemas com peso e, consequentemente, perder espaço nas equipes.

"Comecei a segurar em algumas coisas. Eu, por exemplo sou um chocólatra nato. Tive que diminuir bastante e até tirar o chocolate em alguns momentos. E fui trocando as coisas. Agora como mais gelatina, evito chocolate. É o jeito [risos]. Às vezes até pego uma barra de cereal. E vamos levando", contou o meia.

A dieta era seguida de pero por profissionais da seleção brasileira. Tudo para que Renato não repetisse casos de jogadores esquecidos no continente asiático.

"Realmente me preocupei um pouco mais na parte da alimentação, coisas que eu não me preocupava aqui no Brasil. Nunca tive problemas com peso aqui, mas precisava me controlar lá na China. Hoje o jogo está cada vez mais físico. Se você está em alto nível fisicamente, consegue corresponder em campo. E conversei isso com o pessoal da seleção. Meu fisioterapeuta é amigo do Bruno [Mazziotti, fisioterapeuta da seleção], nós mantemos contato. Vamos nos falando, controlando essa questão, passando o que estamos fazendo. Vou me cuidando, o trabalho encaixa e isso se reflete na seleção", analisou.

Confiante, Renato disse ainda que nunca duvidou de seu futebol, mesmo com a transferência para o novo mercado.

"Eu, sinceramente, nunca me preocupei com a ida para a China. Era uma coisa mais das outras pessoas. E consegui manter o nível por uma série de fatores. Foi tudo junto. Cuidado com a alimentação, manutenção de um bom nível de atuação e a fase do time. Isso faz com que a gente se estabeleça", finalizou.

Há um ano como titular da seleção, Renato Augusto reencontrará na próxima terça-feira (15) o Peru, adversário do jogo de novembro de 2015 que marcou sua primeira titularidade, com direito a gol. Na época, o meia chorou e admitiu que pensou diversas vezes que não voltaria ao time nacional. Hoje, com menos chocolate e mais gelatina, é nome certo nas listas de Tite.

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