Como atletas esquecidos por Dunga ajudaram Tite a mudar seleção em 5 meses

Pedro Ivo Almeida

Do UOL, em Lima (Peru)

  • Pedro Martins/MowaPress

    Sem espaço com Dunga, Philippe Coutinho é um dos líderes da seleção de Tite

    Sem espaço com Dunga, Philippe Coutinho é um dos líderes da seleção de Tite

No encerramento da temporada 2016, a seleção brasileira entra em campo nesta terça-feira (15) para enfrentar o Peru pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo 2018. E o último jogo do ano será simbólico. Confronto que marcou o auge da crise vivida por Dunga na Copa América de junho, o duelo contra os peruanos pode selar com chave de ouro uma recuperação fulminante com Tite. Em cinco meses, são cinco vitórias e 100% de aproveitamento.

E foram justamente jogadores esquecidos pela última comissão técnica que mudaram o curso da temporada na seleção. Do time que entrará em campo no Estádio Nacional de Lima na terça, quatro nomes foram deixados de lado por Dunga: o zagueiro Marquinhos e os meias Fernandinho, Paulinho e Philippe Coutinho.

Sempre acompanhando do banco de reservas os desempenhos de David Luiz e Gil entre os titulares, Marquinhos ganhou sua vaga logo no primeiro jogo com Tite e não saiu mais. Ao lado de Miranda, mostrou segurança em uma defesa que sofreu apenas um gol em cinco jogos.

Sem espaço após a participação traumática no 7 a 1 para a Alemanha na Copa do Mundo de 2014, Fernandinho e Paulinho lutavam para aparecerem nas listas de Dunga – o que não ocorria com frequência. Com Tite, a vaga era certa. O segundo se destacou ainda mais com boas participações ofensivas e uma atuação de gala ao parar Messi no clássico contra a Argentina.

Na armação das jogadas, Philippe Coutinho era quase uma unanimidade ainda na era Dunga. Mas apenas para críticos e torcida. Para o então treinador, ele não passava de uma opção pouco utilizada do banco de reservas. Na mudança da comissão técnica, novos tempos. E o bom desempenho nos campos da Inglaterra foi repetido com a camisa amarela.

Somado ao ressurgimento dos nomes antigos no time de Tite, o treinador ainda apostou em um jovem atacante que não demorou a responder em campo: Gabriel Jesus. Com quatro gols nos cinco jogos, mostrou-se a companhia perfeita para Neymar e deu nova cara a um setor que insistia em apostas como Hulk e outros nomes mais experientes.

Nome certo nos dois momentos, o experiente Daniel Alves, que completará 100 jogos pela seleção na próxima terça, usou a experiência de quase dez anos na equipe para comparar os momentos.

"Quando a gente foi eliminado da Copa América [derrota para o Peru por 1 a 0], eu pensava que pior do que aquilo a gente não podia fazer. Colocaram gente inteligente, competente e rodada para administrar o time. O campo é reflexo de tudo que há em volta. Os jogadores são quase os mesmos. Mudou pouca coisa, mas o que era necessário", analisou Dani, em uma crítica velada ao antigo treinador.

Com 24 pontos nas Eliminatórias, o time de Tite busca mais dois resultados positivos nas próximas rodadas para encaminhar a vaga na Copa da Rússia -  realidade questionada na época de Dunga, que passou o comando do time com apenas nove pontos em seis jogos.

Após o encerramento da temporada 2016, o Brasil fará mais seis jogos no próximo ano para fechar sua participação nas Eliminatórias: Uruguai, Paraguai, Colômbia, Equador, Bolívia e Chile.

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