"Alô, mãe": Trio ofensivo comanda seleção e pode faturar com comemoração

Pedro Ivo Almeida

Do UOL, em Lima (Peru)

  • Leo Correa/AP

    Trio de ataque da seleção simulou uma ligação ao celebrar gol contra a Argentina

    Trio de ataque da seleção simulou uma ligação ao celebrar gol contra a Argentina

A seleção brasileira tem um novo comando ofensivo. Além da vaga cativa de Neymar, o ataque viu a reta final de 2016 consolidar outros dois nomes no setor: Gabriel Jesus e Philippe Coutinho.

Os dois "novatos", inclusive, superaram o craque do Barcelona nos números na temporada: com cinco gols cada, Jesus e Coutinho terminaram o ano como artilheiros da seleção; Neymar marcou quatro.

O entrosamento do trio pode ser conferido em campo e fora dele. Neymar e Coutinho são companheiros de seleção desde a época das categorias de base. Gabriel Jesus não teve dificuldades para conquistar a dupla, fosse pelos gols marcados ou pela parceria no videogame e em outros momentos na concentração do grupo.

A união do trio pôde ser vista no duelo contra a Argentina, na última quinta-feira (10). Após o segundo gol brasileiro, marcado por Neymar, Coutinho e Jesus se juntaram ao craque para repetir uma comemoração que se tornou símbolo do atacante do Palmeiras: com as mãos próximas do ouvido, simulavam uma ligação que foi batizada por Gabriel como "alô, mãe".

A cena, protagonizada por Jesus também na vitória por 2 a 0 sobre o Peru na terça (15), deverá se repetir em breve. E não apenas pela promessa de mais gols do ataque da seleção, mas porque uma empresa se animou com a possibilidade de transformar a comemoração em uma ação de marketing.

O grupo de telefonia que já patrocina a seleção brasileira procurou a CBF para que a entidade pudesse fazer a aproximação da empresa com os atletas. As conversas ainda são embrionárias, mas a ideia é levar o "alô, mãe" dos campos para os territórios de publicidade.

Uma das dificuldades da negociação é o fato de Neymar ter um contrato milionário a principal concorrente da empresa patrocinadora da CBF. Jesus e Coutinho, no entanto, não teriam empecilhos.

O interesse de patrocinadores é emblemático e marca o novo momento da seleção. Em um passado não muito distante, empresas parceiras chegaram a romper vínculos e outras estudaram deixar a CBF por conta dos escândalos de corrupção envolvendo o ex-presidente José Maria Marín e o atual mandatário, Marco Polo Del Nero.

Com um gesto, Neymar, Gabriel Jesus e Philippe Coutinho simbolizaram a virada na equipe comandada por Tite. Com seis vitórias nos últimos seis jogos e a vaga praticamente assegurada na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, a seleção voltou a atrair pessoas e marcas.

Procurada pelo UOL Esporte para comentar o assunto, a empresa negou a intenção . "A Vivo patrocina a Seleção Brasileira desde 2005 e informa que não prevê o desenvolvimento da campanha mencionada na matéria em questão."

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