Gil aguarda planejamento de equipe e pode deixar a China em 2017

Danilo Lavieri e Pedro Ivo Almeida

Do UOL, em São Paulo e em Lima (Peru)

  • Evaristo Sá/AFP

Gil cogita deixar a China em 2017. A decisão será tomada de acordo com o planejamento de sua equipe, o Shandong Luneng. Depois de terminar na 14ª colocação do Campeonato Nacional, o time começa a traçar estratégias para ter um ano melhor.

A possibilidade de um outro zagueiro ser contratado não é descartada pelos dirigentes chineses. Se a opção for por um estrangeiro, a situação pode piorar ainda mais para Gil: isso diminuiria o número de vagas de estrangeiros.

Até mesmo a comissão técnica pode ser trocada. Por isso, a amigos, o brasileiro diz que prefere aguardar o desfecho das negociações para enfim dar a sua palavra final. Ele ainda tem vínculo de mais três anos com o Shandong Luneng e sua transação custou R$ 45 milhões. 

O importante para Gil é não entrar em qualquer atrito com a diretoria da equipe chinesa, especialmente após ver o resultado da briga entre seu companheiro de time: Diego Tardelli. O atacante forçou a saída, não conseguiu e ficou encostado na China.

O zagueiro admite a pessoas próximas que atuar na Europa ainda é seu sonho. Recentemente, ele ficou balançado com a possibilidade de jogar pelo Galatasaray, da Turquia, mas as negociações não foram concretizadas.

O campeão brasileiro de 2015 vê com bons olhos um possível retorno para casa, especialmente pela distância atual da família. Por conta de problemas de adaptação e alfabetização de seu filho, a esposa e o herdeiro voltaram ao Brasil. Com isso, o zagueiro se viu sozinho na China, fato que o incomoda atualmente.

Os corintianos têm feito constantes pedidos pelas redes sociais pela sua volta. A dificuldade pode ser o alto salário que o atleta passou a ganhar após a negociação para o Oriente. Quando fechou o negócio, seu salário era de US$ 400 mil por mês (na cotação atual, mais de R$ 1,2 milhão)

Apesar disso, ele não se desespera com a possibilidade de continuar na China. Embora ele não conte com a presença de sua família pelo tempo de que gostaria, Gil diz ter uma vida estável do outro lado do mundo e que mantém sempre a forma com Bruno Mazziotti, seu fisioterapeuta da época de Corinthians.

A ideia é estar sempre em um ritmo que possa convencer Tite que ele mereça ser convocado e realizar o sonho de participar da Copa do Mundo de 2018.

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