Zidane e Simeone dividem problemas para o clássico de Madri

Do UOL, em São Paulo

  • Denis Doyle/Getty Images

    Diego Simeone, técnico do Atlético de Madri, e Zinedine Zidane, do Real Madrid

    Diego Simeone, técnico do Atlético de Madri, e Zinedine Zidane, do Real Madrid

Quando jogavam, Diego Simeone e Zinedine Zidane não poderiam ser mais diferentes. O primeiro era um meio-campista criativo, elogiado por sua classe e elegância com a bola e considerado um dos melhores da história. O segundo era o típico volante argentino, bom de marcação, catimbeiro e, por vezes, mais violento do que técnico.

Os dois são os técnicos do clássico de Madri deste sábado, entre Atlético e Real, no Vicente Calderón. E, se em campo não tinham muitas semelhanças, no banco de reservas eles dividem muita coisa. Especialmente para esta partida, eles estão cheios de problemas.

Ronny Hartmann/AFP Photo
Toni Kroos: um dos mais constantes do meio-campo do Real está fora do clássico, após fraturar o pé
Real tem lesões na defesa, no meio e no ataque

Para começar, existem as lesões. Quem mais sofre é o Real Madrid. O time pode ser líder do Campeonato Espanhol, mas sofre muito com jogadores no departamento médico. Olhe a defesa. Pepe e Sérgio Ramos, zagueiros titulares dos merengues há anos, estão com problemas. O luso-brasileiro está fora do jogo e o espanhol, capitão da equipe, volta de lesão após 40 dias parado. Sem contar que Marcelo também perdeu muito tempo na temporada machucado.

O meio-campo é o pior setor. Quando a temporada começou, o brasileiro Casemiro se consolidou como o mais importante jogador para o esquema de Zidane, garantindo tranquilidade defensiva e deixando Kroos, Modric e o trio BBC (Bale, Benzema e Cristiano Ronaldo) livre para decidir as partidas. Quando o volante sofreu uma fratura por stress, o esquema se desmontou. Foram quatro empates seguidos e a busca por uma formação que se adaptasse a ausência do ex-São Paulo. Não bastasse isso, o técnico francês ainda viu Modric ficar semanas afastado e Kroos fraturar o pé. Só o croata volta para a partida deste sábado –deve jogar mais recuado, ao lado do também croata Kovacic.

No ataque, Benzema volta de lesão, mas só voltou a treinar com a equipe nesta semana. Ele é a única opção para a posição, já que Morata, que vem ameaçando a titularidade do francês, se contundiu jogando pela Espanha – ficará um mês fora.

Griezmann voltou da seleção com tornozelo inchado
MIGUEL RIOPA / AFP

O DM de Simeone está bem mais tranquilo. Na sexta-feira, todos os jogadores treinaram normalmente, um alívio para o técnico, já que seu principal jogador chegou a estar ameaçado para o clássico. Griezmann voltou da pausa com a seleção francesa antes do tempo, após sofrer uma entrada violenta no tornozelo esquerdo. O local estava inchado, ele foi submetido a exames, mas uma lesão óssea foi descartada.

Atlético, agora, sofre para se defender

Não que a ausência de lesões torne tudo um mar de rosas para o técnico argentino. Durante a semana, ele deve ter pensado muito em como resolver um problema inédito desde que assumiu o comando do Atlético: a defesa. Pela primeira vez, seu time sofreu gols em quatro partidas seguidas. Além disso, vem de duas derrotas nos últimos três jogos do Espanhol (para Sevilla e Real Sociedad).

A explicação para isso é uma mudança no modo de jogar da equipe. O Atlético que chegou à final da Liga dos Campeões na temporada passada jogava com dois volantes mais defensivos (Gabi e Saul), dando suporte aos zagueiros. Desde o início desta temporada, Simeone deslocou Koke para uma dessas vagas. O time começou a controlar mais a bola (53% agora contra apenas 48% na temporada passada) e a chutar mais (5,7 contra 4,8), mas acabou mais frágil defensivamente.

AP Photo/Giuseppe Calzuola
Diego Simeone na época em que atuava pela Lazio

No duelo em campo, vantagem para Simeone

Em campo, Simeone e Zidane se enfrentaram só uma vez. Em 2003, o Real do francês venceu o Atlético do argentino por 2 a 0. Quando jogavam na Itália, porém, a vantagem é para o técnico do Atlético. Segundo o AS, foram oito duelos, com quatro vitórias de Simeone, duas de Zidane e dois empates.

Como técnicos, o argentino também sai na frente. A única derrota de Zidane no Campeonato Espanhol foi justamente para o Atlético de Simeone, 1 a 0 no Santiago Bernabeu em fevereiro. Até mesmo na final da Liga dos Campeões, que deu ao Real sua 11ª taça continental, o francês parou no argentino: o jogo terminou 1 a 1 e o título do Real só veio nos pênaltis.

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