Jogador nigeriano acusa clube português Boavista de escravidão

Do UOL, em São Paulo

  • Kevin C. Cox/AFP

    Michael Uchebo, da Nigéria, disputa jogada pelo alto com o mexicano Diego Reyes durante o empate sem gols entre as duas seleções, em amistoso disputado em Atlanta (EUA) (5.mar.2014).

    Michael Uchebo, da Nigéria, disputa jogada pelo alto com o mexicano Diego Reyes durante o empate sem gols entre as duas seleções, em amistoso disputado em Atlanta (EUA) (5.mar.2014).

O atacante nigeriano Michael Uchebo se diz "escravo" do clube português Boavista. Sem poder usar as instalações do clube para treinar e nem receber salário desde meados do primeiro semestre deste ano, ele acusa o clube português de impedi-lo de trabalhar e sobreviver. As informações são do jornal português Tribuna Expressa.

De acordo com reportagem publicada neste domingo (20), Uchebo passa por dificuldades financeiras e recebe algum dinheiro do sindicato dos jogadores de Portugal. Em vídeo divulgado no Twitter pelo jornalista Oluwashina Okeleji, da BBC, o atacante aparece sendo retirado de dentro do clube onde havia aparecido para treinar e, após um bate-boca confuso, chega a ser empurrado por um segurança do clube que ainda o ameaça de agressão. A cena teria sido filmada pelo próprio atacante. Não foi divulgado quando o vídeo foi gravado.

Boavista diz que nigeriano recusou rescisão amigável

Ucheba diz que antes da atual temporada começar, o Boavista quis reduzir seu salário. Ele jogava pelo clube havia duas temporadas e não teria aceitado a proposta. A partir daí, o Boavista o teria colocado "na geladeira" sem salário, o que na opinião do africano é fazer dele um escravo.
 
O Boavista, por sua vez, alega que o nigeriano recusou uma rescisão de contrato amigável com o clube. Antes do encerramento da temporada passada, no fim do primeiro semestre, o clube diz que informou o jogador e seu empresário que ele não fazia mais parte dos planos do técnico Érwin Sánchez, e que por isso iria parar de treinar com o time principal.
 
O Boavista disse à imprensa portuguesa nesta semana que tentou negociar o jogador e pagar sua rescisão várias vezes, mas ele recusou. O sindicato da categoria tenta mediar um acordo entre as partes.

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