Eleição histórica! Fluminense define presidente para próximo triênio

Bernardo Gentile

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Montagem

    Mário Bittencourt, Pedro Abad e Celso Barros: candidatos à presidência do Fluminense

    Mário Bittencourt, Pedro Abad e Celso Barros: candidatos à presidência do Fluminense

O Fluminense vive um dia histórico neste sábado, dia 26. Pela primeira vez, o futuro presidente do clube será definido através de uma eleição com votos dos sócios-torcedores e não somente os sócios-proprietários. Isso representa um universo de voto bem maior que o Tricolor estava acostumado.

Para se ter uma ideia, a reeleição de Peter Siemsen, em 2013, contou com 2.452 votos. O atual presidente goleou o adversário, o deputado federal Derley, e juntou 1.939 votos, quando somente 1.214 já seriam o suficiente para seguir no clube com o segundo mandato.

O pleito desse sábado será grandioso. Mais de 13 mil eleitores estão aptos para definir o próximo presidente, que assumirá o Fluminense no triênio 2017, 18 e 19. A expectativa é que cerca de 7 mil votos sejam efetuados. Apesar de quase metade do total, o número é significativo: quase três vezes maior que a última eleição, em 2013.

A mudança foi proporcionada pela gestão de Peter Siemsen, que gerou polêmica ao recusar Celso Barros e Mário Bittencourt para apoiar o presidente do conselho fiscal, Pedro Abad. O candidato da situação conta que sempre apoiou o voto ao sócio futebol e comemora o momento histórico.

"Acho ótimo. Desde 2008, quando deixei de ficar só na arquibancada e entrei na vida do clube, defendia isso. Sempre quis o sócio-torcedor participando do futuro do clube. Criamos a categoria com sócio futebol votando. Pouquíssimos clubes do Brasil fazem isso. Gostaria muito que todos viessem e exercessem o voto. Espero que seja uma festa bonita no sábado. De alegria, sem confusão. Seria legal para o Fluminense", projeta Abad.

Mário, por outro lado, lamenta que o número de votos não possa ter sido ainda maior. Isso porque os sócios futebol de outras cidades não poderão votar na sua praça. Terão que vir ao Rio de Janeiro, o que impedirá muitos torcedores de exercer a cidadania tricolor.

"O voto do sócio futebol é muito bom. Mas tem problemas. É uma promessa e um compromisso da minha chapa, se vencermos essa eleição, o torcedor que virou sócio para exercer a cidadania tricolor e que mora em outro estado tenha esse direito de votar na cidade dele pela internet. Uma pena que isso não vai acontecer nesse sábado pela falta de vontade dos que poderiam fazer isso", reclamou o candidato.

Já Celso Barros prefere mostra confiança. O ex-presidente da Unimed prefere relembrar dos bons momentos dele à frente do futebol para passar a mensagem que o torcedor pode confiar na sua gestão.

"Estamos confiantes de que venceremos a eleição. Não fizemos pesquisa, mas outros fizeram e indicam que estamos muito bem. Sinto isso na rua, pessoas me cumprimentando e pedindo pelo amor de Deus para eu ser eleito. O torcedor que ama o futebol sabe que pode confiar em mim", finalizou.

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