Francês recusou Ronaldo (por US$ 50 mil) e não quis Djalminha e Marcelinho

Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação

    Ronaldo (à esq.), ainda garoto, nos tempos de São Cristóvão

    Ronaldo (à esq.), ainda garoto, nos tempos de São Cristóvão

Comprar ou não comprar Ronaldo por US$ 50 mil? Um menino dentuço que surgia no futebol do Rio de Janeiro valia a aposta? Hoje as respostas parecem óbvias, mas não era assim no início dos anos 1990. Tanto que o Cannes, da França, preferiu não gastar esse dinheiro. Mais que isso, recusou pagar outros US$ 300 mil para ter também Djalminha e Marcelinho Carioca em começo de carreira.

O intermediário dessas negociações que poderiam acrescentar um capítulo glorioso à história do Cannes foi Franck Henouda, franco-argelino que era amigo de Jairzinho, então técnico do São Cristóvão, o primeiro time de campo de Ronaldo. Ele também era próximo de Luis Fernandez, treinador do Cannes.

Segundo Henouda, Jairzinho lhe entregou três fitas com belas jogadas: duas eram de dois profissionais de 18 anos (Djalminha e Marcelinho Carioca). A outra, de um garoto de 15 anos que já chamava a atenção. Um tal de Ronaldo.

"O valor pedido pelos jogadores de 18 anos era de US$ 150 mil por atleta. Já pelo jogador de 15 anos, US$ 50 mil por 50% do seu passe, pois o clube queria ficar com metade do passe por entender que era um jogador promissor. O Luis [Fernandez] foi falar com seu presidente, mas ele recusou o negócio porque disse não ter dinheiro", contou Henouda ao So Foot.

O mais curioso é que, na época, o Cannes tinha em seu elenco um nome também promissor: Zinedine Zidane. Ele e Ronaldo se tornaram companheiros na era dos galácticos do Real Madrid muitos anos depois, mas a parceria quase foi antecipada.

Ronaldo, em vez de ir para a França precocemente, acabou se transferindo para o Cruzeiro. Foi para a Copa de 1994, acertou com o PSV e o resto é a história de um fenômeno. Djalminha e Marcelinho também seguiram seus caminhos vitoriosos por equipes diferentes.

Henouda, por sua vez, especializou-se em intermediar a venda de jogadores brasileiros para o futebol europeu. A Ucrânia se tornou um destino comum para seus clientes, já que sua influência no mercado local era grande. Ele só não conseguiu montar um mini esquadrão no Cannes. Ou alguém duvida do potencial de um time com Zidane, Marcelinho, Djalminha e Ronaldo?

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