Presidente do Conselho da Chape não embarcou por pouco e lembra angústia

Do UOL, em São Paulo

  • Reuters

Presidente do Conselho Deliberativo da Chapecoense, Plínio Arlindo De Nês Filho, desistiu de embarcar no voo que vitimou 71 pessoas perto de Medellín, na Colômbia, na última hora. Nesta terça-feira (29), após o acidente, Plínio deu entrevista ao Jornal Nacional na qual lembrou a angústia por não receber respostas dos companheiros de clube. 

"Estava muito preocupado. Por volta das 21h [horário local], fiz uma chamada para eles. Aí fiz o cálculo do voo, que muito provavelmente chegaria às 23h da noite em Medellín [horário local]. Mandei mensagem no Whatsapp para vários deles. Disse: "Estou muito aflito, assim que chegarem deem um retorno", contou, sem segurar o choro. 

"Vi todos os jogadores antes da saída do hotel. Abracei, eles me beijaram, a gente conversou bastante. A gente viveu com eles até o final da tarde de ontem", prosseguiu.

Além de Plínio Filho, mais três convidados pela Chape não embarcaram no voo: Luciano Buligon (prefeito de Chapecó), Gelson Merisio (presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina) e Ivan Carlos Agnoletto (jornalista). 

Estavam na aeronave, portanto, 77 pessoas. De acordo com informações oficiais das autoridades colombianas, 71 delas morreras. Entre os seis sobreviventes, três são jogadores da Chapecoense (Alan Ruschel, Neto e Follmann). Junto a eles, o jornalista Rafael Hanzel e os comissários de bordo Erwin Tumiri e Ximena Suarez, também com vida, recebem atendimentos em hospitais da região.

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