"Meu coração dizia que ele estava bem", diz mãe de Jackson Follmann

Do UOL, em São Paulo

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"Coração de mãe nunca se engana". Era essa a esperança de Marisa Follmann, mãe do goleiro Jackson, um dos seis sobreviventes da tragédia que matou 71 pessoas na terça-feira (29), quando o avião que levava a Chapecoense para disputa da final da Copa Sul-Americana caiu em Cerro Gordo, próximo às cidades de La Ceja e La Unión. Em entrevista ao SporTV, Marisa e seu marido, Paulo Follmann, relataram como receberam a notícia.

"A gente acordou com uma ligação da noiva dele avisando que tinha acontecido esse acidente. Na hora meu marido entrou em choque, ficou apavorado. Eu também, a gente fica sem chão, mas coração de mãe nunca se engana, e meu coração dizia que ele estava bem. Eu não me desesperei. Confiei em Deus e ele fez um milagre", declarou Marisa.

O pai do atleta contou que estranhou o fato do filho demorar a avisar que havia chegado ao destino após a viagem, coisa que Jackson sempre fazia. As informações começaram a aparecer pouco depois, mas para o alívio da família o nome do filho apareceu entre os sobreviventes.

"Toda vez que meu filho viajava ele sempre informava o horário que chegava, mandava mensagem falando se tinha chegado bem ou não. Acordei duas e pouco e vi no telefone que não tinha nenhuma mensagem, porque a previsão de chegar na Colômbia era meia noite. Não tivemos notícia nenhuma sobre sobreviventes. Aí acompanhando o noticiário na madrugada, estávamos olhando a TV. Falaram que tinham três jogadores sobreviventes. E um deles era nosso filho", comentou.

Jackson passou por cirurgias e teve a perna direita amputada, mas estava estável segundo Gelson Gadanha Costa, conselheiro da Chapecoense, em entrevista coletiva na terça-feira.

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