Viúvas de jogadores da Chape planejavam viagem e fizeram tatuagem de avião

Luiza Oliveira

Do UOL, em Chapecó

  • Luiza Oliveira/UOL

    Rosângela, viúva de Cleber Santana, mostra tatuagem

    Rosângela, viúva de Cleber Santana, mostra tatuagem

Esposas, noivas e namoradas de 13 jogadores da Chapecoense planejavam fazer juntas, com as famílias, uma viagem de férias para Punta Cana, na República Dominicana, em 9 de dezembro. Elas tinham até feito a mesma tatuagem para comemorar a viagem: um coração com um avião.

"Era a marca da viagem. Pra quando a gente estivesse velhinho, todo mundo lembrar. A gente pode separar de clube, mas íamos continuar juntos. No coração da gente agora vai ficar faltando eles", disse Rosângela Loureiro, viúva do meio-campista Cleber Santana.

O plano, agora, é cancelar a viagem em dezembro e fazê-la no meio do ano que vem, levando os filhos.

"Preferia que tivesse caído nosso avião para Punta Cana. Estaria todo mundo junto: eu, meu marido, meus filhos. Muito melhor do que eu sozinha com meus filhos. Acabou", lamentou Rosângela.

A queda do avião da Chapecoense na madrugada da última terça-feira (29), perto do aeroporto de Medellín, matou 71 das 77 pessoas a bordo. O voo da empresa aérea Lamia transportava a delegação para o jogo de ida da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional.

Entre os mortos, 19 eram jogadores da Chapecoense: o goleiro Danilo, os laterais Gimenez, Mateus Caramelo e Dener, os zagueiros Thiego, Filipe Machado e Marcelo, os volantes Cleber Santana, Gil, Josimar, Sérgio Manoel e Matheus Biteco, o meia Arthur Maia e os atacantes Bruno Rangel, Kempes, Ananias, Lucas Gomes, Aílton Canela e Tiaguinho.

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