Médico da Chape se emociona ao agradecer apoio da Colômbia após tragédia

Felipe Pereira e Gustavo Franceschini

Do UOL, em Medellín (Colômbia)

  • Luis Acosta/AFP Photo

A atenção e o carinho dos colombianos com as vítimas da tragédia envolvendo o avião da Chapecoense, que matou 71 pessoas na última terça, emocionou quem está diretamente ligado ao caso. Médico da Chapecoense, Carlos Mendonça chorou ao agradecer, diante dos jornalistas, o apoio recebido em Medellín.

"Eu queria agradecer o apoio que vem sendo dado por vocês. Tudo o que tem sido feito, todo o carinho... É impagável", disse ele, em entrevista a jornalistas brasileiros e colombianos em frete ao IML (Instituto de Medicina Legal) da Colômbia.

Mendonça está na cidade junto com uma pequena comissão de médicos, advogados e dirigentes da Chapecoense que deixaram o Oeste de Santa Catarina já na terça, dia do acidente. O grupo está na Colômbia para auxiliar na identificação dos corpos e tem feito diariamente um périplo entre os hospitais que recebem os sobreviventes e o IML.

"Eu sou médico há 27 anos e nunca imaginei ter de passar por isso. É uma dor muito grande, mas ter todo esse apoio. Tanto do governo, como dos hospitais e do povo colombiano, ajuda muito", completou.

Na madrugada de quarta para quinta, o IML encerrou os trabalhos de identificação. Restam agora os últimos trâmites legais e o preparo dos corpos para que eles sejam transportados para o Brasil. A previsão é de que todas as vítimas sejam liberadas pelas funerárias até, no máximo, as 11h de sexta (horário de Brasília).

A partir daí, caberá ao Itamaraty e à FAB (Força Aérea Brasileira) o transporte. A previsão é de que todos os corpos cheguem a Chapecó, de onde seriam levados para seus respectivos destinos.

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