Dupla de R$ 25 milhões indicada por Tite acaba 2016 no banco do Corinthians

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

  • Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians

    Marquinhos (à esquerda) e Giovanni foram maiores investimentos do Corinthians no ano

    Marquinhos (à esquerda) e Giovanni foram maiores investimentos do Corinthians no ano

Os maiores investimentos do Corinthians para reconstruir o time campeão brasileiro de 2015 foram no meio-campo. Mas, irregulares dentro da temporada, Giovanni Augusto e Marquinhos Gabriel oscilam para baixo na reta crucial deste ano. Indicados por Tite, ambos terminarão 2016 no banco de reservas com Oswaldo de Oliveira. 

Na equipe desenhada pelo novo treinador para o último jogo do ano, em visita ao Cruzeiro no próximo domingo (11/12), Giovanni e Marquinhos são apenas opções. Os meias são Rodriguinho e Camacho, os ponteiros são Marlone e Romero e o falso centroavante será Guilherme. 

A presença no banco de reservas, embora sintomática por ser no último jogo da temporada e com quase todo o elenco disponível, não é uma constante para a dupla. Giovanni e Marquinhos estão entre os jogadores mais presentes em compromissos do Corinthians.

Adquirido em abril, Marquinhos Gabriel é o jogador com mais aparições em 37 rodadas do Brasileirão: são 34 jogos do meia ex-Santos, sendo 30 na equipe titular. Já Giovanni Augusto, que chegou no início da temporada, tem 3540 minutos em campo na temporada. Entre os meias e atacantes da equipe, apenas Rodriguinho (3753 minutos) teve mais tempo que ele em campo para mostrar serviço.  

No planejamento do Corinthians para refazer a equipe para 2016, havia o entendimento que as compras mais significativas deveriam ser feitas para repor as perdas de Jadson e Renato Augusto. Assim, Tite e a direção do clube definiram Marquinhos, que sempre foi o reforço número 1 na lista de prioridades, e Giovanni, como nomes importantes. 

Giovanni voltou à posição em que rende melhor; Marquinhos acaba ofuscado por Marlone

Pelo jogador do Atlético-MG, o investimento de R$ 15 milhões por 60% de direitos econômicos está entre os maiores na história do Corinthians. Sob o comando de Tite, ele foi um dos nomes importantes da equipe que alcançou a semifinal do Paulistão e as oitavas de final da Copa Libertadores.

Giovanni se destacou inicialmente pelo lado direito, mas com a chegada de Cristóvão Borges foi reposicionado pelo centro, onde teve dificuldades para manter o mesmo nível, seja no sistema 4-2-3-1 ou no 4-1-4-1, com funções diferentes a executar. Recentemente, Oswaldo recolocou o meia na beirada do campo, mas ele não atuou tão bem. Nervoso, acabou expulso de forma infantil contra o Figueirense.

Com uma história pessoal recente de reabilitação após alguns excessos extracampo, Giovanni Augusto se separou da mulher há pouco tempo. 

Já Marquinhos, alvo de interesse de várias equipes e de uma disputa firme com o Santos, foi praticamente uma vitória do Corinthians no mercado - em meio a decepções como Dudu, Clayton e Nico López. Ele teve alguns bons momentos, como a reta final do trabalho de Tite e as primeiras semanas de Cristóvão, mas se tornou um dos jogadores mais criticados nos últimos tempos. O jejum de gols dele já é superior a três meses. 

Confira os valores investidos pelo Corinthians em contratações:

Giovanni Augusto (meia) - R$ 15 milhões por 60%
Marquinhos Gabriel (meia) - R$ 10,5 milhões por 70%
Balbuena (zagueiro) - R$ 6 milhões
Guilherme (meia) - R$ 5,7 milhões
Lucca (atacante) - R$ 5 milhões 
Marlone (meia) - R$ 4 milhões
André (centroavante) - R$ 3,750 milhões 
Gustavo (centroavante) - R$ 3 milhões
Alan Mineiro (meia) - R$ 1 milhão
Vílson (zagueiro) - R$ 400 mil
Jean (volante) - R$ 400 mil

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