Lateral Gimenez é velado em estádio com homenagem de torcida do Botafogo-SP

Eduardo Schiavoni

Colaboração para o UOL, em Ribeirão Preto (SP)

  • Eduardo Schiavoni/UOL

Em clima de emoção, torcedores do Botafogo-SP, amigos e familiares do lateral direito Gimenez começaram a se despedir do atleta, uma das vítimas da queda do avião que levava a delegação da Chapecoense para o primeiro joga da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, em Medelín, na Colômbia.

O velório começou às 11h40 no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, onde o corpo deve permanecer até às 16h. Após receber as homenagens, o corpo do jogador será enterrado no cemitério de Cravinhos.

O velório estava marcado para começar às 9h, mas o corpo, que deixou Chapecó no fim da noite em direção a São Paulo, precisou ser embalsamado novamente na capital paulista antes de seguir em direção a Ribeirão.

O corpo está sendo velado à beira do gramado do Santa Cruz. No entorno do local, ambulantes aproveitaram o clima de comoção para vender bandeiras da Chapecoense e camisas com imagens dos jogadores mortos no acidente aéreo. "Foi a forma como conseguimos homenagear o Gimenez, que é de Ribeirão, e também os demais atletas", disse o ambulante Diego Socris Silva,31.

Natural de Ribeirão Preto, Gimenez começou a carreira nas categorias de base do Olé Brasil, time que chegou a disputar a Quarta Divisão do Paulista. Após passagens nas divisões de base do Comercial, chegou ao Botafogo e foi lançado ao profissional em 2014, quando foi vice-campeão da Copa Paulista. Pela equipe, jogou o Paulistão de 2015 e depois se transferiu para o Goiás. Em 2016, acabou contratado pela Chapecoense.

O treinador Alexandre Ferreira, que trabalhou com Gimenez nas categorias de base do Olé Brasil e no profissional do Botafogo, foi um dos que esteve no Santa Cruz para prestar suas homenagens. Ele ressaltou o lado responsável do jogador. "O Gimenez casou com 18 anos, tem uma filha pequena, é muito responsável. É um cara exemplar. Conheço desde a base, e ele era um jogador determinado e um ser humano espetacular", comentou.

João Carlos Sabino, 22, volante que jogou na base do Olé Brasil com Gimenez, foi outro a comparecer ao velório logo. "Ele sempre foi diferenciado, a gente sabia que ele ia ser profissional. Uma pena que a carreira dele tenha acabado dessa forma, podia chegar muito longe", contou o jogador, que não chegou a se profissionalizar.

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