Chape vê escolinha crescer após tragédia e quer filtrar pedidos para 2017

Danilo Lavieri e Luiza Oliveira

Do UOL, em Chapecó (SC)

  • Chapecoense/Divulgação

    Base da Chapecoense tem aumento da procura após tragédia com voo

    Base da Chapecoense tem aumento da procura após tragédia com voo

As categorias de base, mais do que nunca, representam o futuro da Chapecoense e um dos principais caminhos para o clube se reerguer. E este processo já começou. Desde a tragédia com o voo, as escolinhas de futebol da Chape vêm tendo uma procura maior a ponto de o clube precisar filtrar pedidos para 2017.

Na última semana, crianças, adolescentes e pais procuraram os profissionais do clube com a intenção de fazer parte do time e ajudar. Foram ligações, e-mails e até currículos de atletas que chegaram às mãos da diretoria da base.

"Já estava tendo uma procura pelo sucesso da Chapecoense e agora, com isso tudo, a procura está bastante grande. Ligam para mim, para outros professores também. Perguntam como fazer parte da escolinha orque eles querem participar", conta a professora e técnica da categoria Sub-11 Nívea Maria.

A Chapecoense ainda não está efetuando inscrições para 2017 porque as atividades já estão encerradas neste ano. E também nem teve tempo de se organizar após a fatalidade. Assim, só vai começar a ver os pedidos no início do ano que vem e já planeja fazer um filtro porque não será possível atender a todos.

"Vamos ter que selecionar. A escolinha tem em torno de 200 a 220 alunos, e o número de professores que temos hoje é ideal para o número de alunos, até para manter a qualidade do treinamento, o foco não é a quantidade. Não pode encher porque perde a qualidade", disse Nívea.

A tragédia do voo já mudou toda a rotina das escolinhas e das categorias de base. As atividades foram encerradas antes da data programada e até alguns jogos foram cancelados. As categorias Sub-11 e Sub-13, por exemplo, abandonaram as finais do campeonato estadual.

A grande diretoria preocupação da diretoria é em preservar os atletas e dar suporte para que eles não tenham um grande abalo emocional. O clube já disponibilizou profissionais da psicologia para os jovens e agendou uma reunião na sexta feira com os pais para conversar sobre o ocorrido.

Até agora já surgiram diversas dúvidas entre as crianças e os adolescentes. A principal indagação é se a Chape iria acabar. Mas os professores tiveram a preocupação de conversar com eles e deixar claro que o trabalho continua. Mais que isso, será ainda mais forte. Há a ideia de aumentar o número de escolinhas, que hoje são 19 espalhadas por Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

"A tendência é aumentar porque a procura está muito grande principalmente na região aqui. Vamos ter uma necessidade maior de expandir. A escolinha vai continuar e vamos voltar ainda mais fortes, mas não deu tempo para assimilar nada. A característica da Chape, dos nossos alunos e do povo de Chapecó sempre foi de lutar e acreditar. Na dificuldade a gente vai se unir. A vontade é maior para fazer tudo pelas pessoas que se foram, entregar e lutar mais ainda", disse.

O discurso já convenceu até os atletas. "Dá um estímulo a mais, vamos tentar reerguer o clube. Vamos jogar por nós e pelos que se foram", disse o atleta Eduardo Sabadim, de 15 anos.  Guilherme Jordan, também de 15 anos, tem opinião parecida. "Fiquei com medo que fosse acabar, mas agora acho que vai voltar ainda mais forte".

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