Mundial começa com brasileiros coadjuvantes até em times menos poderosos

Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação / Kashima Antlers

    Brasileiro Fabrício, camisa 11 do Kashima Antlers, é um dos representantes do país no Mundial de clubes da Fifa

    Brasileiro Fabrício, camisa 11 do Kashima Antlers, é um dos representantes do país no Mundial de clubes da Fifa

Ricardo Nascimento é um defensor canhoto que teve passagem apagada pelo Palmeiras entre 2007 e 2008. Bueno também atua na zaga, tem 30 anos e construiu toda a carreira no futebol do Japão. William até acumulou pequenos períodos de alta no Palmeiras, time em que foi revelado, mas é mais conhecido por ter ficado longe dos campos por dois anos em função de um problema cardíaco. Os três são jogadores brasileiros que passaram longe do estrelato no país natal e tentaram a sorte em outras regiões do globo, mas essas não são as únicas características comuns a eles. No Mundial de clubes da Fifa de 2016, com início previsto para esta quinta-feira (08), Ricardo Nascimento (Mamelodi Sundowns), Bueno (Kashima Antlers) e William (América do México) simbolizam o Brasil que virou coadjuvante mesmo em times mais modestos.

O Brasil tem nove jogadores na lista de inscritos no Mundial deste ano, número que não é muito diferente dos dez que disputaram a edição passada. Em 2015, porém, havia destaques como o volante Paulinho, o meia Elkeson e os atacantes Alan e Robinho, comandados por Luiz Felipe Scolari no Guagzhou Evergrande, ou o centroavante Douglas, grande esperança de gols do Sanfrecce Hiroshima.

O representante do Japão, aliás, é uma boa demonstração de como o Brasil perdeu protagonismo no Mundial. Classificado para a competição por ter sido o último campeão do país-sede, o Kashima Antlers conquistou seu oitavo título nacional. O técnico dos anfitriões é o japonês Masatada Ishii, que havia levantado a taça como atleta em 1996. Em todas as sete campanhas vitoriosas anteriores, o comandante da equipe havia sido um brasileiro.

O elenco do Kashima Antlers para o Mundial tem dois brasileiros. Além de Bueno, o time japonês conta com Fabrício, meia revelado pelo Guarani que passou (sem sucesso) pelo Corinthians em 2008, ano em que a equipe alvinegra estava na segunda divisão nacional. Depois, perambulou por Capivariano-SP, Ituano e Juventude até 2011, quando foi contratado pelo Botafogo. Não foi além de um semestre com a camisa alvinegra.

Nas equipes de menor potencial financeiro, o único brasileiro que chega ao Mundial de clubes como protagonista é o meia Leonardo, 30, que veste a camisa 10 do sul-coreano Jeonbuk Hyundai Motors. Revelado pela Desportiva-ES, o jogador capixaba construiu toda a carreira na Grécia antes de se aventurar na Ásia.

Leonardo é companheiro do brasileiro mais conhecido entre os que representarão times mais modestos no Mundial. No entanto, o atacante Edu, 35, já está longe de ser o jogador que acumulou bons números com a camisa do Schalke 04. O jogador que se tornou profissional no Náutico e também tem história modesta no país de origem hoje disputa raros minutos no Jeonbuk Hyundai Motors.

Os três brasileiros mais conhecidos, é claro, são os que defendem o Real Madrid. Marcelo e Casemiro são titulares da seleção comandada por Tite, e o lateral esquerdo ainda é um dos jogadores com mais moral na equipe madrilena – está entre os primeiros na fila de capitães, por exemplo. Danilo foi campeão da Libertadores com o Santos e é outro que já passou pela equipe nacional de seu país, mas ainda não conseguiu se consolidar na lateral merengue.

Ainda assim, nenhum deles tem em âmbito nacional o status de Neymar, atacante que disputou o Mundial de 2015 com o Barcelona. Os catalães levaram quatro brasileiros para o Japão no ano passado – os outros eram Daniel Alves, outro protagonista, e os coadjuvantes Adriano e Douglas.

A derrocada do Brasil remete ao Mundial de 2014, ano em que o país teve apenas dois jogadores na lista de inscritos (o mesmo Marcelo e o meia Vitor Saba, que era destaque no Western Sydney Wanderers). Vale lembrar que a última equipe brasileira a disputar o torneio foi o Atlético-MG, em 2013. O último representante do país a conquistar o título foi o Corinthians, em 2012.

Com poucos brasileiros, país adota colombianos e tem representante na África

Ainda que o Brasil tenha perdido protagonismo entre os jogadores do Mundial de clubes, haverá duas histórias intrinsecamente ligadas ao país. A primeira e mais clara é a do Atlético Nacional, campeão da Libertadores de 2016, adotado nacionalmente depois da reação de dirigentes, comissão técnica, jogadores e torcedores no episódio da tragédia aérea com a delegação da Chapecoense.

A outra referência ao Brasil no Mundial é bem mais festiva: o Mamelodi Sundowns, representante da África, joga com camisas amarelas com detalhes verdes, calções azuis e meiões azuis. O time é conhecido como "os brasileiros".

O primeiro jogo

A partida que abrirá o Mundial de clubes de 2016 tem início previsto para 8h30 (de Brasília) de quinta-feira (08), no Yokohama International Stadium, entre Kashima Antlers e Auckland City. O vencedor desse duelo enfrentará o Mamelodi Sundowns na fase seguinte.

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