Vice da Bolívia diz que "negociata" liberou operação da Lamia no país

Do UOL, em São Paulo

  • Eduardo Knapp/Folhapress

    Álvaro García Linera, vice-presidente da Bolívia

    Álvaro García Linera, vice-presidente da Bolívia

O vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, deu declarações fortes ao jornal La Razón nesta sexta-feira (9). Segundo o político do alto escalão boliviano, uma "negociata" de funcionários intermediários da Direção Geral de Aeronáutica Civil (DGAC) foi responsável por ajudar a Lamia a obter o certificado de operação aérea no país.

"Foi uma negociata de funcionários intermediários, que jamais nos comunicaram, porque sabiam que íamos negar a autorização", disse Linera, que ainda deu a entender que houve "negligência, desconhecimento das normas e condução arbitrária da capacidade de decisão do Estado".

Ainda segundo reportagem do jornal boliviano, o certificado "indefinido" de operação aérea da Lamia foi expedido em 31 de julho de 2015, com a assinatura do general Edgar Pereyra Quiroga, que consta no documento como diretor-executivo da DGAC.

"O caso da DGAC está claro. Estamos diante de funcionários que usaram seus cargos para realizarem negócios pessoais. É um delito que resultou em um crime. Essas coisas não podem voltar a se repetirem", concluiu o vice-presidente da Bolívia.

Depois do avião cair e resultar na morte de 71 pessoas, entre elas a delegação da Chapecoense, uma série de irregularidades veio à tona sobre a companhia, como, por exemplo, que o certificado de matrícula da aeronave foi aprovado por Gustavo Steven Vargas Villegas, diretor do Registro Aeronáutico Nacional da DGAC e filho de um dos sócios da Lamia, Gustavo Vargas Gamboa.

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