Saiba como é o avião UTI que trouxe Jackson Follmann ao Brasil

Fábio Aleixo

Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação/Amil

O goleiro da Chapecoense Jackson Folmann chegou a São Paulo na madrugada desta terça-feira após quase dez horas desde a saída da cidade de Medellín (COL). O transporte do atleta foi feito por um avião UTI para evitar qualquer tipo de complicação ao longo do processo.

E a estrutura da aeronave utilizada no transporte é praticamente a mesma da utilizada em hospitais para um tratamento mais intensivo. 

O avião conta com ventiladores a volume, monitores de pressão invasiva ou intracraniana, desfibriladores, marca-passos, oxímetros de pulso, bombas de infusão, eletrocardiógrafo e kits de imobilização, além de medicamentos. 

O avião, além de Jackson, podia carregar apenas mais seis pessoas: piloto, co-piloto, um médico, um enfermeiro e dois acompanhantes. O goleiro passou todo o tempo deitado em uma maca.

Para evitar turbulência, que pode causar desconforto ao paciente, a aeronave voa em altitudes bem superiores a que jatos comerciais tradicionais que fazem rotas nacionais e internacionais. O avião UTI pode chegar a 45 mil pés e seu trajeto é calculado para ficar o menor tempo no ar e evitar ao máximo passar por áreas suscetíveis a trepidações.

"Temos todos os recursos para manter a vida e o tratamento que for necessário", explicou Francisco Souto, médico chefe do avião.

Divulgação/Amil

A aeronave, por não ser de grande porte, tem autonomia para voar por 5 horas e 30 minutos, por isso foi necessária uma parada para reabastecimento na cidade de Manaus (AM).

Segundo a Amil, responsável pelo transporte, o avião modelo Embraer Phenom 300 fabricado em 2011 é de última geração e um dos mais premiados de todas as épocas.

A transferência de Folmann da Colômbia ao Brasil só foi possível agora pois já havia estabilidade hemodinâmica e não haveria problemas com a alta aceleração/desaceleração do jato.

O preço do transporte do goleiro não foi divulgado, mas ele varia de acordo com a distância a ser percorrida, as paradas para abastecimento e se o voo é nacional ou internacional.  A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Amil arcaram com os custos.

Por se tratar de uma transferência hospitalar, o avião ganhou permissão para fazer um pouso de madrugada no Aeroporto de Congonhas, período no qual o local sempre fica fechado para operações comerciais.

Divulgação/Amil

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