Oswaldo sobre saída do Corinthians: "descontentamento e extrema decepção"

DO UOL, em São Paulo

O técnico Oswaldo de Oliveira manifestou "extrema decepção" sobre sua saída do Corinthians um dia depois do anúncio de que o treinador não será o comandante do clube em 2017. Oswaldo criticou a diretoria do time paulista por meio de nota oficial. 

Oswaldo de Oliveira relembrou o chamado do presidente Roberto de Andrade para que assumisse o comando do Corinthians há dois meses e avaliou como "um erro ter acreditado na palavra de Roberto de Andrade". 

"Quando o presidente Roberto de Andrade me ligou enquanto eu ainda era técnico do Sport, a insistência dele era para que eu assumisse o clube imediatamente, porque ele precisava do meu trabalho para começar logo o planejamento para 2017. Chegamos a conversar sobre a possibilidade de iniciarmos apenas no ano que vem, mas ele sempre fez valer que a urgência era fundamental. Assim, da mesma forma que o presidente admite que errou ao me contratar, quero dizer que cometi também um grande equívoco de avaliação ao acreditar no que ele me disse sobre haver um planejamento para 2017", critica Oswaldo.

O treinador ressaltou que fez todo o planejamento para que a equipe conquistasse a vaga na Libertadores de 2017. "Com empenho e compromisso, trabalhei dia e noite durante esses dois meses visando a conquista de uma vaga na Libertadores de 2017, assim como na montagem do elenco para a próxima temporada. Estávamos trabalhando duro para montar um time forte e vencedor, como é o perfil do Corinthians. Não merecia um desfecho dessa maneira". 

Na última quinta (15), o presidente Roberto de Andrade falou em uma coletiva de imprensa que a contratação de Oswaldo de Oliveira foi "um erro". "A gente sabe que pode ter errado, mas persistir no erro é pior ainda. Não temos ideia sobre o próximo que virá. Não é para três meses. A ideia é para cinco ou dez anos, só que futebol precisa de resultado, sem resultado fica difícil. Se o elenco não funciona, precisa mexer, é o que vamos fazer", disse o presidente do Corinthians.

Confira a nota completa: 

Passado um dia do anúncio da minha saída do Corinthians, resolvi me manifestar a respeito do assunto.

O presidente do Corinthians tem todo o direito de tomar as decisões que ele entender as melhores, mas me reservo o direito de contestá-las. Por isso, quero deixar claro meu descontentamento e extrema decepção com minha saída do Corinthians.

Quando o presidente Roberto de Andrade me ligou enquanto eu ainda era técnico do Sport, a insistência dele era para que eu assumisse o clube imediatamente, porque ele precisava do meu trabalho para começar logo o planejamento para 2017. Chegamos a conversar sobre a possibilidade de iniciarmos apenas no ano que vem, mas ele sempre fez valer que a urgência era fundamental.

Assim, da mesma forma que o presidente admite que errou ao me contratar, quero dizer que cometi também um grande equívoco de avaliação ao acreditar no que ele me disse sobre haver um planejamento para 2017.

É preciso que as pessoas não se esqueçam do contexto envolvendo o Corinthians em 2016. Houve troca de comando técnico, na comissão técnica e saída de jogadores importantes.

Tudo isso contribuiu muito para este período de transição que o clube vive hoje. Assumo minha parcela de responsabilidade no processo, mas será que trocar o treinador que estava cuidando do planejamento para o ano que vem resolve todos esses problemas? O problema era só esse?

Com empenho e compromisso, trabalhei dia e noite durante esses dois meses visando a conquista de uma vaga na Libertadores de 2017, assim como na montagem do elenco para a próxima temporada. Estávamos trabalhando duro para montar um time forte e vencedor, como é o perfil do Corinthians. Não merecia um desfecho dessa maneira. Eu era um dos primeiros a chegar e um dos últimos a sair do CT. E eu me orgulho disso. Mais do que minha obrigação profissional, era um prazer trabalhar no e para o Corinthians. Não sou uma pessoa que sento em cima de glórias do passado, mas acho que a história que o Corinthians e eu construímos juntos não merecia um desfecho dessa maneira.

Por tudo isso descrito acima e por minha convicção em que o trabalho seguiria e seria melhor em 2017 que lamento profundamente a interrupção desse compromisso.

A todos corinthianos, fica aqui meu respeito.

Um abraço,
Oswaldo de Oliveira

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