Autor de gols contra o Real, Shibasaki já admitiu pressão de legado de Zico

Do UOL, em São Paulo

  • Kazuhiro Nogi/AFP

    Gaku Shibasaki (dir.) comemora seu segundo gol na partida contra o Real Madrid

    Gaku Shibasaki (dir.) comemora seu segundo gol na partida contra o Real Madrid

Improvável destaque na decisão do Mundial de Clubes da Fifa, neste domingo, Gaku Shibasaki admite que carrega uma responsabilidade especial no Kashima Antlers. O meio-campo que marcou duas vezes na derrota por 4 a 2 para os campeões europeus usa a camisa 10 do time, número consagrado por Zico durante os anos 90.

Neste domingo, a torcida do Kashima estendeu bem no centro do estádio em Yokohama uma faixa imensa com os dizeres "Espírito de Zico", além de exibir uma bandeira com o rosto do ídolo. O craque colocou o Antlers no mapa do futebol internacional, no começo da profissionalização do esporte no Japão, há pouco mais de 20 anos. Por isso, o habilidoso Shibasaki tem consciência do tamanho deste simbolismo.

Recentemente, o meio-campo foi questionado exatamente sobre a responsabilidade de levar o número 10 do Kashima nas costas (que, além de Zico, também pertenceu ao brasileiro Leonardo).

"Pela qualidade dos jogadores que vestiram essa camisa, eu acho que o número 10 é um número magnífico. Tudo o que posso fazer é tentar o meu máximo. Eu quero que os torcedores do Kashima vejam vitórias", afirmou Shibasaki, em entrevista ao site oficial da Fifa.

Toshifumi Kitamura/AFP

Neste domingo, Shibasaki marcou duas vezes contra o Real, forçando o empate por 2 a 2 nos 90 minutos. No primeiro tempo, recebeu passe da esquerda, tirou o zagueiro Varane da jogada e bateu cruzado para vencer o goleiro Navas. Já na etapa complementar, o meio-campo arriscou de fora da área e acertou o canto direito dos espanhóis.

Aos 24 anos, Shibasaki defende o Kashima Antlers desde 2011, quando virou jogador profissional. No ano seguinte foi eleito o melhor jovem atleta da Liga Japonesa (J-League).

O habilidoso meia de 1,75 m também atua pela seleção japonesa desde 2014, mas não esteve na Copa do Mundo do Brasil.

"O futebol japonês não goza de tanto nível como o da Europa, e creio que precisamos de 10 anos para estar nesse nível, pelo menos. Gostaria que no futuro pudéssemos nos considerar um Real Madrid japonês", afirmou Shibasaki em entrevista recente, antes da derrota para os espanhóis na prorrogação, neste domingo. 

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