Flamengo no pior grupo da Libertadores; Palmeiras e Grêmio nos melhores

Paulo Vinicius Coelho

Do UOL, em São Paulo

  • Jorge Adorno/Reuters

O Flamengo caiu na chave mais difícil da Libertadores, fruto do ranking produzido pela Conmebol e que colocou o rubro-negro no pote 3. De surpresa, a Chapecoense ficou no pote 2, o que produziu confusão no momento em que seu nome apareceu. O Palmeiras, no mesmo pote, deu mais sorte por cair junto com o Peñarol, tradicionalíssimo, mas 14o colocado no Campeonato Uruguaio e em processo de reconstrução, com a contratação do técnico Leonardo Ramos, ex-Danúbio.

Abaixo, veja a avaliação dos oito grupos da Libertadoes. Também a situação de Botafogo e Atlético Paranaense, que começam na fase 2, de confrontos mata-mata.

GRUPO 1

ATLÉTICO NACIONAL, ESTUDIANTES, BARCELONA (BOTAFOGO OU COLO COLO OU OLIMPIA OU MUNICIPAL OU INDEPENDIENTE DEL VALLE)

O Botafogo começa contra o Colo Colo, confronto com história. Em 1973, o Colo Colo tornou-se o primeiro time chileno a vencer no Maracanã ao vencer justamente o Botafogo e eliminá-lo na fase semifinal. Se o Botafogo passar pela equipe de Pablo Guede, campeã da Copa Chile, enfrentará Olimpia ou Deportivo Municipal ou Independiente del Valle, que estava na chave em que o alvinegro foi eliminado na Libertadores de 2014.

Se passar pelos dois mata-matas, o Botafogo cairá num grupo idêntico ao que Atlético Nacional e Estudiantes conseguiram a classificação em 2015, contra o mesmo Barcelona de Guayaquil – daquela vez, o Libertad completava a chave.

Com a permanência de Reinaldo Rueda, mas com a chance concreta de Redín ser o técnico interino até o titular sair da cirurgia no quadril, o Atlético Nacional deve perder mais jogadores da base campeã da Libertadores. No Mundial, havia sete diferentes da estreia na campanha vitoriosa de 2016. O Estudiantes tem Nelson Vivas como técnico e terá Juan Sebastian Verón, o presidente, dentro de campo como jogador. O Barcelona é o campeão equatoriano.

Favoritos – Atlético Nacional e Estudiantes (a vida do Botafogo não é fácil).

GRUPO 2

SANTOS, SANTA FÉ, SPORTING CRISTAL (UNIÓN ESPAÑOLA OU CERRO DO URUGUAI)

O maior rival do Santos será o Santa Fé. Campeão da Copa Sul-Americana de 2015, o clube de Bogotá voltou a ter Gustavo Costas como treinador. Foi ele quem começou a montagem da equipe vencedora do segundo torneio de clubes do continente, há dois anos. Ainda há jogadores importantes como o zagueiro Tesillo e o meia Omar Pérez, que entra e sai da equipe, mas é o homem da bola parada.

O Sporting Cristal perdeu o técnico e passará por reformulação. Vice-campeão em 1997, foi eliminado na fase de grupos nas duas últimas edições.

O Unión Española foi o campeão do Torneio Clausura, tem Martín Palermo (ele mesmo!, o centroavante argentino campeão pelo Boca Juniors em 2000) como técnico. Jose Luis Sierra, o filho, está no elenco.

O Cerro entra na disputa por ser o mais vem classificado na soma dos turnos do Campeonato Uruguaio.

Favoritos – Santos e Santa Fé

GRUPO 3

RIVER PLATE, EMELEC, INDEPENDIENTE MEDELLÍN, MELGAR

Campeão da Copa Argentina, o River Plate de Marcelo Gallardo classificou-se com a última chance, vitória por 4 x 3 sobre o Rosario Central na decisão. Pelo Campeonato Argentino, estaria eliminado. O Emelec é o vice-campeão equatoriano, mas está trocando de técnico e perdeu o atacante Mena para o Cruz Azul, do México. O Medellín (é assim chamado na cidade do campeão Atlético Nacional) foi campeão do Apertura, no primeiro semestre. Terminou o ano com mudanças, como a saída do técnico Leonel Alvarez, que se ofereceu para trabalhar de graça na Chapecoense. O Melgar é o vice-campeão do Peru. Ano passado, disputou a fase de grupos com o Atlético Mineiro. Perdeu os seis jogos.

Favoritos – River Plate e Emelec

GRUPO 4

SAN LORENZO, UNIVERSIDAD CATÓLICA, FLAMENGO (ATLÉTICO PARANAENSE OU MILLONARIOS OU UNIVERSITARIO OU DEPORTIVO TÁCHIRA OU DEPORTIVO CAPIATÁ)

É o grupo mais difícil da Libertadores. San Lorenzo e Flamengo fizeram a final da Copa Mercosul em 2001, com vitória do San Lorenzo. O San Lorenzo é dirigido por Diego Aguirre, semifinalista pelo Internacional em 2015, chegou às quartas-de-final de 2016 pelo Atlético, e mantém a base do ano passado, com Cauterruccio, Caruzzo, Ortigoza… A Universidad Católica é dirigida por Mario Salas e tem Noir e Buonanotte, ex-River Plate, como destaques.

O Millonarios será reformulado totalmente.

O Atlético Paranaense é favorito no confronto da segunda fase, mas precisa decidir em casa, se seguir a lógica de não vencer como visitante, predominante no Brasileirão 2016.

Favoritos – Flamengo e San Lorenzo

GRUPO 5

PEÑAROL, PALMEIRAS, JORGE WILSTERMANN (CARABOBO OU JUNIOR DE BARRANQUILLA OU TUCUMÁN OU EL NACIONAL)

O Peñarol contratou o técnico Leonardo Ramos, campeão uruguaio pelo Danúbio em 2014. A tentativa de tentar a reconstrução, no entanto, passa pela possível contratação de Cristian Rodriguez, o mesmo que fracassou no Grêmio e no Independiente. Na última campanha, foi 14o colocado no campeonato nacional de 2016.

O Jorge Wilstermann classificou-se como campeão do Torneio Clausura. Cochabamba não tem a altitude de La Paz.

No confronto pela quarta vaga, o Junior de Barrranquilla é favorito. Mas está em reformulação depois da saída do técnico Giovanny Hernández e da venda de Vladimir Hernández para o Santos. Se o Junior não se classificar, é porque não tem mais cara bobo no futebol.

Favoritos – Palmeiras e Peñarol

GRUPO 6

ATLÉTICO, LIBERTAD, GODOY CRUZ E SPORT BOYS

O Atlético é o melhor elenco do grupo e treinado por Roger Machado por ganhar o conjunto que não conseguiu em 2016. O Libertad foi campeão do Torneio Apertura, é dirigido por Roberto Torres e tem o meia Cañete, ex-São Paulo e ex-Portuguesa no elenco. O Godoy Cruz foi quarto colocado do Campeonato Argentino de transição, mas é o vigésimo do torneio atual, liderado pelo Boca Juniors, que está fora da Libertadores.

O Sport Boys não é o tradicional clube peruano. É da Bolívia e estreia na Libertadores.

Favoritos – Atlético e Libertad

GRUPO 7

NACIONAL, CHAPECOENSE, LANÚS E ZULIÁ

Martin Lasarte é o técnico do Nacional, que mantém jogadores como Sebastián Fernández, o goleiro Conde, o ponta Barcia, o volante Romero. Todos ajudaram a eliminar o Palmeiras na fase de grupos de 2016. Nico López foi embora, mas o Nacional foi campeão uruguaio.

O Lanús foi o campeão do Campeonato Argentino de transição, no primeiro semestre. Agora é o sexto colocado, mas segue treinado por Jorge Almirón, o treinador campeão. Atenção ao atacante Sand.

O Zuliá é presidido por Cesar Farias, único técnico a levar a Venezuela a uma vitória sobre o Brasil, em 2008. Pouco para ameaçar a Chapecoense.

Qual Chapecoense? Essa é a dúvida para saber se pode incomodar os campeões do Uruguai e da Argentina.

Favoritos – Nacional e Lanús

GRUPO 8

GRÊMIO, GUARANÍ, ZAMORA E IQUIQUE

O Grêmio tem tudo para confirmar ser o mais forte. Mais elenco, mais investimento. Mas o Guaraní foi o último campeão paraguaio, dirigido por Daniel Garnero, meia brilhante do Independiente de Avellaneda campeão da Supercopa Libertadores de 1994 e 1995. O Guaraní também tem o volante Palau, ex-Atlético Paranaense.

O Zamora chega sem destaques, mas como campeão venezuelano.

O técnico do Iquique é Jaime Vera, jogador do Colo Colo que eliminou o São Paulo na fase de grupos de 1987.

Favoritos

Grêmio e Guaraní

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