Preparador fala por que voltou à Chape: 'Não poderia negar esse pedido'

Daniel Fasolin

Colaboração para o UOL, em Chapecó (SC)

  • Felipe Oliveira/EC Bahia

    Marquinhos (boné azul) deixou o Bahia e retornou à Chape para ajudar reestruturação

    Marquinhos (boné azul) deixou o Bahia e retornou à Chape para ajudar reestruturação

Em 28 dias, a Chapecoense iniciará de forma oficial sua principal temporada no futebol brasileiro. O primeiro jogo será na Arena Condá, diante do Joinville, pela Primeira Liga. Até lá, a equipe comandada por Vágner Mancini precisará estar pronta para os desafios de 2017.

Uma das peças neste planejamento será o novo preparador físico Marcos Cezar, o Marquinhos. Ele tem a missão de substituir Anderson Paixão, que estava no avião que caiu em Medellín no dia 29 de novembro. Marquinhos é de Chapecó e já havia passado pela Chape em 2014, quando era preparador físico do Sub-20. Em 2015, foi efetivado para a equipe profissional, na parte de fisiologia e acompanhou Guto Ferreira no Bahia.

Marquinho concedeu uma entrevista exclusiva ao UOL Esporte para falar dos desafios que terá à frente da preparação física do clube catarinense. Confira:

UOL Esporte: Como é voltar para Chapecó neste momento?
Marquinhos: Primeiramente, a situação em que estou voltando não é a ideal, mas eu não poderia negar um pedido de um clube que me projetou e me deu a oportunidade de iniciar a carreira no futebol, para tentar essa reconstrução. Vamos buscar, no início de janeiro, levar a Chape para essa imensa reconstrução.

UOL Esporte: Como é substituir o Anderson Paixão, ídolo do clube?
Marquinhos: Qualquer coisa que eu for falar do Anderson é injusto, profissional com cinco anos de Clube. Ele é um dos ícones dessa reestruturação e não a toa chegou à seleção brasileira. É uma grande responsabilidade, e a melhor forma de homenagear o Anderson é com muito trabalho e dedicação para manter esse nível de trabalho que ele exercia.

UOL Esporte: Qual será a linha de trabalho a partir de agora?
Marquinhos: Hoje a preparação física tomou um conotação mais integrada com todas as outras áreas do futebol, parte técnica e de desempenho. Vou buscar oferecer a todos os jogadores que chegarem as melhores condições para que eles possam desempenhar seu papel. Quando conhecermos os atletas, faremos trabalhos especializados para que os atletas atinjam seus melhores condicionamentos. Era uma prática do Anderson e nós pretendemos continuá-la.

UOL Esporte: Você, sendo de Chapecó, terá uma motivação a mais?
Marquinhos: Eu fiquei muito abalado com tudo isso. Mas a melhor forma de manter o nome destes guerreiros que perderam a vida nesta tragédia é trabalhar com muita paixão e dedicação. Muitos atletas da casa irão incorporar o time principal, e nós que já somos da casa temos a missão de mostrar aos que chegam a dimensão que esse clube tomou.

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