PVC analisa: qual Felipe Melo chegará ao Palmeiras?

Paulo Vinicius Coelho

Do UOL, em São Paulo

Felipe Melo disputou só cinco das 18 partidas do Campeonato Italiano da temporada 2016/17. Só uma como titular e recebeu um cartão vermelho. Mas há um detalhe imprescindível para ser lembrado antes de analisar sua contratação: a Inter não ajuda. O grupo chinês, Suning, não achou o tom para a montagem da equipe, trocou o técnico Roberto Mancini por Frank de Boer e depois por Stefano Pioli. A Inter sofreu para alcançar uma posição intermediária, sétimo lugar na tabela da Série A.

Era um de seus problemas na Juventus, em 2010, ano da Copa do Mundo. Naquela temporada, a Juve terminou em sétimo lugar. Felipe Melo disputou 29 partidas e marcou 3 gols, seis jogos e um gol a mais do que fez pela Fiorentina, na temporada em que chamou a atenção pela qualidade do futebol, chegou à seleção brasileira com Dunga e foi negociado para a Juve.

Ele foi melhor em 2010 do que em 2009, mas a impressão foi diferente. Talvez porque a Fiorentina tenha terminado a Série A com ele em quarto lugar, a Juventus em sétimo.

Depois de dois campeonatos pela Juve, da boa campanha na Copa do Mundo pela seleção, diminuída pelo cartão vermelho no jogo contra a Holanda – tinha oferecido o passe para o gol de Robinho, no primeiro tempo – Felipe seguiu para o Galatasaray.

BULENT KILIC/AFP
Felipe Melo durante jogo do Galatasaray

A temporada 2011/12 foi incrível. Disputou 36 dos 42 jogos da temporada e marcou 12 gols, vice-goleador de seu time. Recebeu treze cartões amarelos e nenhum cartão vermelho. No ano seguinte, trocou os gols pelos passes. Jogou 26 das 34 partidas da Super Liga, fez um gol e ofereceu cinco assistências. Recebeu nove amarelos e dois vermelhos.

É ídolo no Galatasaray.

O bom desempenho provocou o retorno à Itália, para a Internazionale.

Ao Palmeiras, ele chega porque a diretoria entendeu que era preciso dar mais experiência ao grupo que vai jogar a Libertadores. No ano passado, o Palmeiras foi eliminado na fase de grupos. O entendimento é de que o time precisa ser mais competitivo e experiente.

Felipe Melo jogou a Libertadores de 2002 pelo Flamengo. Foi o artilheiro rubro-negro na campanha, com 2 gols, mas eliminado na fase de grupos, por Universidad Católica e Olimpia, que terminaria campeão. O técnico Eduardo Baptista está entusiasmado com a chance de tê-lo como volante, no sistema 4-1-4-1. Sua análise é de que tem bom passe e liderança.

Se conseguirá o desempenho de sua melhor temporada na Itália, pela Fiorentina, ou de seu período mais brilhante, no Galatasaray, carece de confirmação. O Palmeiras contratou pensando nisso. E confia na ideia de que Felipe Melo mostrou condição física na Internazionale para ajudar o clube numa temporada que poderá ter 80 partidas.

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