Com Infantino, festa tem Maradona estrela e palanque por Copa com 48 países

Do UOL, em São Paulo

Na primeira edição do prêmio de melhor do ano com a Fifa nas mãos de Gianni Infantino, o evento acabou marcado por mudanças significativas em comparação aos anos Joseph Blatter. Antigo desafeto da entidade, o argentino Diego Maradona ganhou protagonismo na celebração. De quebra, a festa também foi pautada pela principal bandeira política do novo presidente: a ampliação da Copa do Mundo para 48 países.

Célebre detrator dos princípios éticos da Fifa nas gestões João Havelange e Joseph Blatter, Maradona se reaproximou da entidade após a chegada de Infantino ao poder. Recentemente o ídolo argentino recebeu a visita do dirigente suíço em sua casa.

Nesta segunda-feira, Dieguito foi recepcionado pela presidente da Fifa logo na entrada, no protocolo de tapete vermelho. Durante a cerimônia, Maradona sentou na primeira fileira do teatro de Zurique que recebeu o evento, poucas poltronas ao lado de Infantino. O argentino ainda apareceu repetidas vezes na transmissão oficial da festa e foi ao palco entregar ao italiano Claudio Ranieri (Leicester City) o prêmio de melhor técnico do ano.

"Eu fiquei muito feliz pelo reconhecimento, pelo calor do Gianni Infantino. Um homem que respeita os jogadores de futebol. Viemos conversando e falando que vamos fazer muitas coisas para melhorar o futebol. Isso deixa todos muito felizes", declarou Maradona antes do evento na Suíça.

A festa desta segunda-feira na Suíça também serviu de palanque para a ideia de Infantino de ampliar a Copa do Mundo para 48 seleções participantes, em manobra política bastante criticada por algumas personalidades do futebol internacional. No entanto, o presidente da Fifa ganhou em Maradona um defensor da iniciativa.

"Acho uma ideia fantástica. Isso vai dar mais possibilidades para países que nunca alcançaram o nível para esta competição", opinou o astro argentino, no tapete vermelho da festa da Fifa.

Ennio Leanza/Keystone via AP
Maradona posa para foto com Infantino e o ex-jogador George Weah durante a festa

No evento desta segunda, o ex-capitão do Barcelona Carles Puyol também se manifestou a favor da ampliação: "um Mundial é a festa do futebol e quanto mais seleções possam participar melhor, quanto mais torcedores possam desfrutar melhor".

Em reunião prévia com dirigentes de todos os continentes no domingo, em Zurique, a Fifa decidiu que a Copa terá 48 seleções, e não mais 32, a partir da edição de 2026. A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo UOL Esporte. O acordo foi informal e deverá ser oficializado nesta terça, também na Suíça.

Ainda não está definido como será feita a divisão das 16 novas vagas entre as federações continentais. Uma possibilidade é que a América do Sul, que tem apenas dez seleções, fique com seis vagas na Copa e com chance de conquistar mais uma na repescagem.

Outra decisão que deverá ser tomada até terça diz respeito ao novo formato de disputa. O presidente da Fifa prefere um modelo que tem 16 equipes já pré-classificadas para o grupo de 32 equipes. Outros 32 países disputariam mais 16 vagas em uma espécie de torneio eliminatório. A partir daí, se manteria a fórmula da Copa atual. Outra possibilidade são 16 grupos de três times, com dois primeiros classificados por chave para o mata-mata, que ganharia mais uma etapa.

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