Diretor do Coxa explica por que time não jogará Sul-Americana e cita Chape

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL, de Curitiba

  • JOKA MADRUGA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O Coritiba não terá calendário internacional em 2017 por ter perdido a última partida do Brasileirão 2016 com seu time reserva em jogo em Campinas, contra a Ponte Preta (0 a 2), enquanto o Sport vencia o Figueirense (2 a 0) em casa e pulava do risco de rebaixamento para a última vaga à Copa Sul-Americana. Nesta quinta-feira, em entrevista à Rádio Transamérica Curitiba, a diretoria coxa-branca assumiu que deu férias ao elenco por não acreditar na conquista do título da Sul-Americana do ano passado pela Chapecoense.

O acidente aéreo que vitimou 71 pessoas impediu a realização das partidas e, por iniciativa do Nacional e da Conmebol, a Chapecoense foi declarada campeã, o que abriu uma vaga extra ao mesmo torneio no Brasileirão, para a temporada 2017. "Esse acidente da Chapecoense foi um infortúnio que ninguém esperava", disse o vice-presidente José Fernando Macedo. A Chape enfrentaria o Atlético Nacional da Colombia na decisão, o então campeão da Libertadores e que havia eliminado o próprio Coritiba nas quartas de final da Sul-Americana.

Mas aí o Coxa já havia dado férias ao elenco titular, descrente na possibilidade de triunfo da Chapecoense em campo. E teve que mandar reservas para Campinas. "Foi uma opção do técnico [Paulo César Carpegiani]. O nosso técnico achou que deveria dar férias, por que a maior parte dos jogadores já estavam comprometidos, e nós atendemos o que o técnico decidiu. Ele achou que era o melhor pro Coritiba e nós concordamos. Ele era nosso técnico e é até hoje e nós respeitamos", disse o presidente Rogério Bacellar, que, apesar da decisão, se mostrou contrário à ideia: "Eu caçaria as férias de todos os jogadores e jogaria com o time principal."

Com a chance da vaga em aberto – uma vitória em Campinas classificaria o Coxa – e o elenco dispensado, tomou-se a decisão de manter a dispensa, explicou Macedo. "Muitos dos jogadores já tinham viagens marcadas, mais de seis do time titular tudo marcado, com passagens, pra viajarem com seus familiares. Seria uma conturbação no meio. E nós ficamos naquilo, ou faz todo mundo perder dinheiro. Então o Carpegiani teve o bom senso de não levar os jogadores para essa última partida", relatou.

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