Bar cheio de flâmulas e camisa do Caniggia de 90 atrai loucos por futebol

Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação

    Parede do El Banderín, reduto de amantes de futebol em Buenos Aires

    Parede do El Banderín, reduto de amantes de futebol em Buenos Aires

São quase 600 flâmulas de times de futebol do mundo todo, uma camisa rara, usada por Caniggia no dia em que o argentino eliminou o Brasil na Copa de 1990 e um toque familiar de quase 100 anos. Esses são os ingredientes que fazem de um bar tradicional um ponto de encontro de amantes do futebol.

O estabelecimento fica em Buenos Aires, no cruzamento das ruas Guardia Vieja e Billinghurst, no bairro de Almagro. O nome, "El Banderín", faz referência às flâmulas que decoram o bar que serve cerveja, café e sanduíches. Um ponto turístico fora da rota tradicional da capital argentina, mas frequentado por quem é louco por futebol.

O El Banderín nasceu em 1923, com o nome de "El Asturiano", dado por Justo Riesco, o espanhol que abriu o local como lanchonete e mercearia. Nos anos 1950, a administração passou para seu filho, Mario. Hoje, é Silvio, neto do fundador, quem dirige o bar há cerca de duas décadas.

O papel decisivo na história do El Banderín, no entanto, foi de Mario, da segunda geração. "Surgiram os supermercados e deixamos de funcionar como armazém, ficando só como bar. E como meu pai gostava muito de futebol e do River, pendurou algumas flâmulas na parede. Logo começaram a aparecer jogadores", contou Silvio ao El Confidencial.

Animado com a ideia, um amigo da família que viajava muito começou a crescer o arsenal de flâmulas do bar. As conversas de futebol que eram frequentes desde os tempos de "mercadinho", contando inclusive com jogadores famosos das décadas de 1930 e 40, tornaram-se o tema do bar.

Atualmente, torcedores do mundo todo vão ao El Banderín. Muitos deles, segundo o proprietário, voltam para suas casas e enviam flâmulas de times locais para ajudar na decoração. Assim, a coleção de "banderín" não para de crescer.

Poucos são os artigos que quebram essa tradição. E o principal deles é uma recordação dolorosa para os brasileiros, também frequentadores assíduos: uma camisa usada por Caniggia na Copa do Mundo de 1990, no jogo em que o atacante fez o gol da eliminação brasileira para os rivais argentinos. Seguramente, o uniforme faz parte das conversas que reforçam a vocação futebolística do El Banderín.

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