Rodrigo Caio: "Ceni já era técnico para nós dentro de campo"

Estevan Ciccone

Colaboração para o UOL, na Flórida (EUA)

  • Felipe Espindola/sãopaulofc.net

    Rodrigo Caio é um dos homens de confiança de Rogério Ceni

    Rodrigo Caio é um dos homens de confiança de Rogério Ceni

Sondado pelo futebol europeu, Rodrigo Caio inicia a pré-temporada do São Paulo como um dos homens de confiança do técnico Rogério Ceni. O zagueiro, que foi companheiro do ex-goleiro em campo, elogiou o novo treinador e acredita que a nova função não é novidade para o ídolo do clube.
 
Em entrevista ao UOL Esporte, o defensor ainda falou sobre seleção brasileira e do assédio do futebol europeu.
 
UOL Esporte: Esperava que os treinos fossem tão pegados nesse início de temporada?
 
Rodrigo Caio: Treino muito forte, competitividade muito grande. Espero que a gente possa levar a pegada do treino para o jogo, por que se a gente conseguir fazer isso nos jogos pode ter certeza que teremos grandes oportunidades de ter um grande ano. Que é o nosso objetivo.
 
Além de muito pegado, o treino é muito falado. Muita cobrança entre os atletas...
 
Sim, isso é muito importante. Alguns esquemas diferentes, formas diferentes de jogar. Então, precisamos falar muito dentro de campo, nos comunicar. Para que a gente possa se corrigir, um alertando o outro para não sobrar jogador, não ficar um contra um. Isso é muito importante.
 
Como é para você a diferença de, há pouco mais de um ano, ter o Rogério de uniforme logo atrás de você em campo e agora no banco de reservas como treinador?
 
Primeiro fico muito feliz pelo profissional e pessoa que ele é e confiamos muito no trabalho dele. Ele já era um treinador para nós dentro de campo. Orientava, falava e muitas vezes arrumava o time dentro de campo. Hoje, do lado de fora, é da mesma forma. Cobrança igual. E esperamos dar todo suporte para ele. Que a gente possa fazer um time competitivo e vencer. Esse é o pensamento dele. Foi um cara vencedor como jogador e quer ser como treinador.
 
Basicamente só vai mudar o local para onde você vai olhar. Antes era pro gol, agora será o campo.
 
É isso. Claro que ele faz falta ao futebol dentro de campo. A carreira que ele fez como jogador vai ficar marcada para sempre e agora nesse novo ciclo eu tenho certeza que ele vai fazer ainda mais sucesso.
 
A sua situação, está resolvida? Você fica no São Paulo?
 
Eu tenho contrato até outubro de 2018. Não tenho nenhuma proposta oficial. Não posso dizer que vou sair, ao contrário, vou permanecer e dar o meu melhor enquanto estiver por aqui.
 
E seleção? O Tite mandou assistentes aqui para a Flórida para observar atletas para a convocação do jogo contra a Colômbia. Difícil você ficar fora da lista, concorda?
 
Estou na expectativa. Fui na última convocação e agora só atletas que atuam no Brasil. Vou procurar trabalhar e aproveitar esses jogos que temos aqui para o meu nome estar lá.
 
Rogério vem treinando várias formações. Uma delas com três zagueiros sendo que você tem bastante liberdade para sair. Como será o seu papel em campo?
 
No último treino fizemos o 4-1-4-1. Comecei como volante e quando éramos atacados eu fazia o papel de terceiro zagueiro. São variações que podem ocorrer durante os jogos. Mas eu sempre deixo claro que eu gosto de jogar na zaga por que é onde eu me sinto bem e posso render mais.
 
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