F. Melo ataca imprensa e diz: 'Se tiver que dar porrada em campo, vou dar'

José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo (SP)

O ousado chegou. Enfim, Felipe Melo recebeu pela primeira vez a camisa do Palmeiras. Em uma chuvosa manhã de terça-feira, o volante foi apresentado como novo reforço do campeão brasileiro. E a contratação mais esperada do ano na Academia de Futebol, que vestirá o número 30, mostrou logo em sua primeira entrevista que não tem medo de polêmicas.

Em cerca de meia hora de entrevista, falou pesado contra a imprensa e reclamou da fama de 'violento'. O volante, porém, prometeu não 'aliviar' para representar a nova camisa.

"Deixaram para o torcedor do Palmeiras lembrar dos momentos legais, que o Felipe Melo não é só porrada. Se tiver que dar porrada, vou dar porrada. Se tiver que jogar no Uruguai e dar tapa na cara de uruguaio, eu vou dar. Lógico que com responsabilidade, porque não quero deixar o time com menos um", declarou.

O jogador de 33 anos, antes de prometer 'não tirar o pé', se apegou aos números para afastar a fama de 'violento'. Felipe Melo até citou reportagem do UOL para ratificar o bom comportamento dentro de campo.

"Situação dos contras em relação à contratação; muito se fala de expulsão, mas nos últimos quatro anos, cinco anos, foram quatro vermelhos. Para um centro-campista responsável por este trabalho sujo, acho um número pequeno", acrescentou o volante.

"Essa situação foi criada por vocês da imprensa de que o Felipe Melo é maldoso, expulso todo jogo. Se não me engano minha média de cartões amarelos é menor que a do Gabriel Jesus no Palmeiras, se não me engano tomo menos vermelhos do que o Fernandinho da seleção brasileira", acrescentou o novo camisa 30 do clube alviverde.

"Vi muitos programas que, em vez de passar lances legais, mostravam expulsões de 2010. Ninguém mostrou o passe do Felipe Melo para o Robinho, o título pelo Fenerbahce, os momentos bons...", reclamou.

Incômodo com a imprensa

Felipe Melo se mostrou na defensiva ao falar sobre o tratamento da imprensa. A expulsão na eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2010, na visão do jogador, ainda é utilizada para classifica-lo como um atleta de comportamento questionável dentro de campo.

O volante não escondeu o incômodo com certas críticas e se mostrou sincero ao falar sobre o comportamento da mídia.

"Existe mau caráter em todo lugar, mas muitos de vocês [imprensa] ganham dinheiro para falar mal dos outros, vocês perdem a linha, faltam com respeito com a família, com o ser humano. Existem críticas, e eu acho que faz parte a crítica", declarou.

"Eu, como torcedor, vendo jogo em casa, critico mesmo. Mas jamais vou falar 'esse cara é um 'songamonga', um desastre, um desgraçado'. Isso não é muito diferente do cara que solta bomba, isso e aquilo, porque isso é maldade. E o cara que tem maldade no coração não serve para a humanidade", atacou.

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