Como o Juventus ajudou a formar um dos principais agentes do Brasil

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

  • Juventus

    Luisão (à direita), hoje zagueiro do Benfica, em seu início de carreira pelo Juventus

    Luisão (à direita), hoje zagueiro do Benfica, em seu início de carreira pelo Juventus

Com acesso aos maiores gigantes da Europa, como PSG, Chelsea e Barcelona, entre outros, Giuliano Bertolucci despontou nos últimos anos como um dos principais empresários do país. O que poucos sabem é que o Juventus da Mooca, e a própria Copa São Paulo, foram um dos embriões da história construída pelo agente. 

Neste domingo, a Arena Barueri recebe o favorito Corinthians contra o surpreendente Juventus pela semifinal do torneio de juniores. A última vez em que a equipe da Mooca alcançou a decisão foi justamente em 2000, diante do São Paulo que se sagraria campeão. Entre os destaques do Moleque Travesso estava um dos maiores zagueiros de sua geração: Luisão, também do Cruzeiro e do Benfica. Ele é um elemento crucial na história de Bertolucci.

Naqueles tempos, a empresa Euro Export, de propriedade do sogro de Giuliano, havia assumido o comando do Juventus. Antônio Duarte Ferreira, mais conhecido como Seu Duarte, e ele, se tornaram representantes e donos de jogadores que fariam carreira internacional importante a partir da Mooca. Três deles em especial:  Alex Costa, zagueiro que jogaria no Santos, no Chelsea e em outros gigantes, Thiago Motta, que alcançaria o Barcelona, e o próprio Luisão. 

Logo depois daquela Copa São Paulo, Luisão acabou negociado pelo Juventus com o Cruzeiro, em que deu sequência a uma história vitoriosa com o título brasileiro de 2003 e uma transferência para a Europa. Luís Felipe Vieira, presidente do Benfica, se tornaria um dos dirigentes fiéis aos serviços de Giuliano Bertolucci. Com o sucesso do zagueiro, um ídolo marcante benfiquista, outros jogadores seguiriam o mesmo caminho do Brasil a Portugal, como Paulo Almeida e Alcides (ambos ex-Santos), Anderson (ex-Corinthians) David Luiz, Ramires e Júlio César, entre outros. Todos a partir do zagueiro da Copinha.

O mais curioso é que Alex, outra pérola pinçada na Mooca, seria outra porta de entrada fundamental para o empresário. Titular do marcante Santos de 2002, com seu futebol, ele aproximou Giuliano do renomado olheiro holandês Piet De Visser, famoso por indicar Romário e Ronaldo ao PSV Eindhoven. Logo depois do Chelsea ser comprado por Roman Abramovich, De Visser se tornou um dos principais avaliadores das compras milionárias feitas pelo magnata russo. Foi a porta de entrada definitiva para Bertolucci na Inglaterra. 

Em mais de uma década, ele levou uma verdadeira legião de brasileiros ao Chelsea: Alex, o primeiro, e depois Ramires, David Luiz, Oscar, Willian, Lucas Piazon, Nathan, Kenedy e Alexandre Pato.

Sem o Juventus e a Copa São Paulo, nada disso teria sido possível. 

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