Calejado, Denis conta com moral de Ceni e ainda acredita na titularidade

José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

  • Rubens Chiri/SPFC

    Denis disputa uma posição na equipe titular do São Paulo

    Denis disputa uma posição na equipe titular do São Paulo

Denis começa a temporada 2017 sob pressão. Titular absoluto no ano passado, ele precisa mostrar serviço para se manter na equipe tricolor. Afinal, Sidão, destaque do Botafogo no último Brasileiro, foi contratado para a posição. Para piorar ainda mais a situação de Denis e acirrar a disputa interna, nesta pré-temporada, o novo companheiro teve papel decisivo para o São Paulo durante a conquista do torneio amistoso nos Estados Unidos, a Florida Cup, quando defendeu quatro pênaltis.

E os problemas de Denis não param por aí. O goleiro ainda é alvo constante de críticas da torcida. Mesmo assim, ele acredita que pode estar entre os 11 na estreia oficial do time, no próximo domingo, dia 5, na Arena Barueri, contra o Audax. No jogo-treino deste domingo, contra o Columbus Crew, dos Estados Unidos, no CT de Cotia, os dois devem ter chance de mostrar serviço.

"A competição é sadia. Tanto eu quanto o Sidão estamos trabalhando na maior intensidade em todos os treinamentos, cada um procurando o seu espaço. Acho que essa briga pela titularidade tem de ser da melhor forma possível", disse Denis.

Um ponto a seu favor nestes primeiros jogos é Rogério Ceni. Os dois trabalharam juntos durante sete anos. Ou seja, não é de se estranhar que Denis também conte com moral e um voto de confiança do treinador. Além disso, o técnico não considera o goleiro culpado pelas falhas da equipe em 2016 e tenta dar oportunidades a todos neste começo de ano.

"Vai ser decidido quem vai ser titular mais perto do jogo. Quem jogar vai ter sua oportunidade e o outro terá de saber esperar. Queremos manter alto nível nessa posição, que é única. Esperei quatro anos na minha época", disse Rogério Ceni.

Além desse apoio moral, o ex-goleiro pode contribuir ao transmitir um pouco de sua experiência aos pupilos.

"É mais uma experiência grande que ele pode passar. Já fui treinado por outros goleiros também, como o Leão e o Sérgio Guedes. Eles entendem o nosso posicionamento, corrigem algumas coisas e isso acaba sendo o mais importante", avaliou Denis.

Em 2016, o goleiro sofreu bastante com as críticas no São Paulo. Afinal, ele tinha a missão de substituir Rogério Ceni na equipe. Para não se abater, o arqueiro montou um estafe particular e contou com o apoio do do psicólogo José Paulo Laganá, que desenvolve o serviço de coach com atletas e empresários. Agora, Denis acredita estar mais bem preparado para enfrentar a pressão.

"Esse ano estou mais tranquilo. Acho que sofri bastante em 2016, estou bem calejado. Foi um ano de muito aprendizado e amadurecimento e vou procurar trazer para dentro de campo todas as dificuldades que tive em 2016, toda a pressão, as críticas. Vou procurar melhorar o máximo possível para entrar e jogar bem", prometeu o goleiro, que se sentiu injustiçado por conta de alguns questionamentos.

"Algumas críticas são muito valiosas, até porque eu entendo o torcedor e pego isso como incentivo para que eu possa trabalhar isso em cima das dificuldades e falhar o menos possível. Logicamente que eu sou humano, todos erram dentro de campo. Mas diminui o máximo possível esses erros. E algumas críticas também, na minha opinião, são injustas. Porque acho que pegaram muito no meu pé no ano passado. Até entendo por ser o primeiro goleiro a substituir um grande ídolo, por todas dificuldades. Mas isso me serviu e foi muito valioso para que eu pudesse crescer ainda mais profissionalmente", afirmou Denis.

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