"Ser capitão é mais uma imagem para quem está de fora ver", diz Prass

Do UOL, em São Paulo

  • Cesar Greco/Fotoarena

Fernando Prass não está preocupado sobre quem será o capitão do Palmeiras na temporada. O jogador deu uma entrevista à ESPN Brasil nesta terça-feira (31), na qual afirmou que a faixa é "algo para quem está de fora ver". 

"A questão do capitão é muito mais uma imagem para quem está de fora ver. O capitão do Palmeiras não tem nenhuma atribuição a mais do que qualquer outro jogador. O capitão representa o time no sorteio do campo, mas em termos oficiais, não tem muita diferença. Óbvio que alguns jogadores como o Dudu reagem muito bem. Para mim não muda nada", comentou.

O goleiro do Palmeiras, que foi confirmado como titular da equipe de Eduardo Baptista para 2017, ainda apontou qual é a principal dificuldade que o clube pode enfrentar na disputa do Campeonato Paulista. 

"O Palmeiras desde o ano passado vem se planejando para ter um grupo muito forte. O Paulista te limita no número de inscritos. Até mesmo para aproveitar meninos da base fica complicado, porque tem uma margem muito pequena. Uma das tarefas mais difíceis do treinador vai ser isso, deixar um ou outro fora", analisou o goleiro.

Ser titular ou reserva e a pressão no gol do Palmeiras

"Ser goleiro do Palmeiras é uma constante cobrança. Quando eu cheguei havia a sombra do Marcos, depois veio o Aranha em 2015, foi levantada a concorrência que eu teria com ele. 2016 a chegada do Vagner, agora 2017 com o Jailson. O futebol é momento, você tem que provar no dia a dia, tem que provar que você merece continuar sendo titular. Eu estava titular do Palmeiras e espero que eu possa me manter titular do Palmeiras."

Objetivos em 2017

"Tem que jogar quem o treinador entender que está no melhor momento. Óbvio que o jogador quer jogar, a gente trabalha para jogar todas as competições. Eu vou trabalhar para poder jogar o maior número possível de jogos nesse ano. Quero fazer meu melhor ano da carreira. – destacou que o contrato dele termina esse ano."

Última lesão: momento difícil da carreira

"Não sou menino, não tenho 20 e poucos anos. Com 38 anos tive essa lesão. Até brinquei com o Gabriel Jesus: se a gente for campeão olímpico e campeão brasileiro eu posso parar de jogar. Fui campeão brasileiro e o Brasil campeão olímpico, mas foi sem dúvida nenhuma o momento mais difícil da minha carreira. Com o tempo você começa a aceitar e começar a somar forças para voltar e voltar bem, já que eu cheguei a sentir esse gostinho. É realmente uma sensação indescritível ser convocado para a seleção."

Ver Gabriel Jesus de longe

"Não é novidade a situação do Gabriel. Ele tem todas as características para se dar bem lá. Dedicado, intenso, fisicamente acima da média. Ele pegou um treinador que vai ajudar muito ele. A assistência que ele deu já mostra uma evolução de sair da área e dar assistência. Ele é um jogador que ainda vai se desenvolver muito lá."

 

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