Buscando vaga no Conselho, dona da Crefisa promete renovar com o Palmeiras

José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação

No evento que marca o lançamento de sua candidatura ao Conselho Deliberativo do Palmeiras, Leila Pereira, dona da Crefisa, deu indícios de que a empresa renovará o contrato de patrocínio com o clube paulista. De acordo com ela, o valor não será menor do que o atual de R$ 76 milhões anuais.

"Contrato será renovado independentemente do resultado da eleição (para o Conselho). Te garanto que o valor não vai ser inferior ao que é hoje. Mas tem que contar que a Crefisa deu seis jogadores ao Palmeiras. Esses jogadores não pertencem à Crefisa, pertencem ao Palmeiras. Nós compramos e demos para o Palmeiras", afirmou.

Os seis jogadores contratados pelo Palmeiras com ajuda da Crefisa são: Dudu, Barrios, Vitor Hugo, Fabiano, Guerra e Thiago Santos.

"Não tenho ingerência nenhuma no futebol. As contratações são sempre indicações do presidente e da diretoria de futebol", continuou.

Durante seu discurso para concorrer a uma vaga no Conselho Deliberativo, Leila afirmou que "seremos campeões da Libertadores". No evento, membros de uma das organizadas do Palmeiras levaram uma réplica da taça do Campeonato Brasileiro e uma bandeira do Palmeiras com o logo da Crefisa.

Polêmica com Carnaval

Além do dinheiro investido no Palmeiras, a Crefisa também concedeu um aporte financeiro de R$ 1,3 milhão ao Grêmio Recreativo e Escola de Samba Mancha Verde, braço de uma das torcidas organizadas do Palmeiras, para o Carnaval deste ano. O UOL Esporte revelou a ajuda em reportagem publicada nesta quarta-feira.

A principal patrocinadora do clube paulista usou os recursos da Lei Rouanet, de incentivo à cultura do Ministério da Cultura, para ajudar o desfile da agremiação alviverde. Este é o segundo incentivo do grupo de José Roberto Lamacchia e Leila Pereira à Mancha Verde. Em abril do ano passado - após o Carnaval de 2016 -, de acordo com dados do MinC, a Crefisa cedeu R$ 250 mil via Lei Rouanet.

"Por que essa polêmica toda em cima de um projeto aprovado pelo Ministério da Cultura, para o Carnaval? Não falam do nosso projeto do Graac, do projeto Tigrinho, na região do ABC (na Grande São Paulo)", afirmou.

"Eu não gosto de noticiar, porque essa parte de ajuda, que nós proporcionamos, acho muito chato falar disso. Mas como descobriram da escola de samba, poderiam descobrir do projeto e do Graac", completou.

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