Jogadores do Betis defendem companheiro acusado de ser "neonazi"

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução

Os jogadores do Betis convocaram a imprensa nesta quinta-feira para se posicionarem em defesa de Roman Zozulya. O jogador ucraniano, que deveria jogar no Ray Vallecano por empréstimo foi devolvido ao clube após torcedores do time de Madri exigirem a sua saída. Eles o acusaram de ser neonazista e até o ameaçaram.

"Estamos aqui para expressar nossa indignação pelos episódios que teve que viver nosso companheiro Roman Zozulya nas últimas horas. Assistimos ao linchamento público de um jogador, cujo comportamento profissional e pessoal desde sua chegada a este vestiário foi impecável. Por tal motivo, queremos condenar o tratamento ao qual ele foi submetido e cuja origem não deixa de ser uma notícia falsa sobre o significado da camiseta com a qual aterrissou em Sevilha", disse o capitão Joaquin.

A camiseta a que se refere a uma usada por Zozulya há alguns meses que trazia um símbolo nacional ucraniano mas foi noticiada por um jornalista como sendo uma alusão ao nazismo.

"A situação criada posteriormente nos parece de uma gravidade extrema e sentimos que a qualquer momento pode ser um de nós as vítimas de um tratamento similar", segue a nota lida pelo jogador.

"Sabemos que a AFE (associação de jogadores da Espanha) já está atuando para defender o direito de nosso companheiro a exercer sua profissão em condições adequadas e que, por, garantam a máxima segurança de nosso companheiro. Esperamos que todos os órgãos que devem zelar pelo bom desenvolvimento da competição adotem as medidas necessárias para que sua imagem e a da Liga espanhola não fiquem manchadas pelos comportamentos inaceitáveis e que vão contra os valores que deve fomentar este esporte", completa a nota.

 

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