D'Alessandro e histórico com Zago. Como o Inter quer recuperar Nico López

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

Para Nico López, 2017 precisa ser diferente do ano passado. E o Inter está disposto a ajudar para isso. Com a parceria de D'Alessandro e um técnico que o conhecia desde os tempos de Roma, a meta do Colorado é fazer o atacante uruguaio ser o que todos esperavam em sua contratação. 

Foram US$ 11 milhões (R$ 34,3 milhões na cotação atual) pagos pelo Colorado na negociação de Nico. E nos seis primeiros meses não houve qualquer resposta. Prejudicado por lesões e fora do primeiro time, o jogador não conseguiu atuar regularmente. 
 
Mas a meta é tornar o ambiente positivo. O primeiro passo para isso é formar parceria com D'Alessandro. O argentino persuadiu Nico a atuar no Colorado com uma ligação telefônica no ano passado. Agora, está sempre próximo auxiliando na adaptação. 
 
Em campo, D'Ale e Nico tiveram alguns minutos juntos na partida contra o Veranópolis. E foi o que de melhor se viu naquele jogo. Em duas tabelas, mostraram que com mais alguns minutos podem render tudo que se espera. Trocaram passes de primeira, mostraram entendimento de movimentação e qualidade técnica para dar espasmos de alegria a uma partida marcada pela briga de torcedores nas arquibancadas. 
 
Nesta quarta-feira, mais um indício de que Nico deve render mais. Na partida diante do Brasil de Pelotas, foi dele o primeiro gol. Depois de um chute na direção do gol, o uruguaio completou para as redes. D'Ale não estava junto, mas mesmo sem o parceiro ideal mostrou empenho e sinais de crescimento. 
 
Do bando de reservas, Antonio Carlos Zago tem motivos para renovar esperanças. Conhecedor do jogador por conta de uma passagem pela Roma - onde Nico atuou na temporada 2012/2013 - o comandante acredita na recuperação. 
 
"(Crescimento) É o que eu espero, e o clube espera pelo investimento, e por ser um grande jogador também. Fez uma excelente Libertadores no ano passado. Quando chegou aqui ficou um tempo parado, 15 ou 20 dias, machucou, não teve sequência. É um jogador que eu olho com muito carinho, até porque é um estrangeiro e eu também já fui. Eu, durante minha carreira, atuei 10 anos fora do meu país e sei das dificuldades que um estrangeiro sente. Mesmo sendo aqui do lado, do Uruguai, é uma cultura totalmente diferente, um jeito diferente... O que mais espero é que ele possa ser o da Libertadores, de quando chegou na Roma, que eu estava lá e ele teve bons momentos. Espero que lentamente possa ir se adaptando ao que estamos fazendo e conversando para que se torne o grande jogador do passado", explicou Zago. 
 
Até agora são 16 jogos e dois gols pelo Internacional. Ele vive a expectativa de receber nova chance no sábado, diante do Novo Hamburgo, no Beira-Rio. 
 

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