Marlos, Júnior Moraes e Ismaily são alvos da seleção. Mas não do Brasil

Bruno Doro

Do UOL, em São Paulo

  • AFP/Belga/Jasper Jacobs

    Marlos: na Ucrânia desde 2011, ele já pode se naturalizar

    Marlos: na Ucrânia desde 2011, ele já pode se naturalizar

A Ucrânia pode jogar a sua classificação para a Copa do Mundo da Rússia com um ataque nascido no Brasil. O meia-atacante Marlos, ex-São Paulo, e o centroavante Júnior Moraes, ex-Santos, iniciaram conversas para defender a seleção ucraniana. Outro jogador que interessa ao time é o lateral esquerdo Ismaily, parceiro de Marlos no Shakhtar Donetsk.

"Surgiu uma situação, sim. Como eu moro na Ucrânia há cinco anos, já tenho o direito de conseguir a documentação necessária e atuar pela seleção. O treinador Shevchenko chegou a falar comigo algumas vezes e fiquei muito feliz, pois é um ídolo do futebol mundial e um cara que sempre admirei. Saber que uma pessoa como ele gosta de mim é motivo de orgulho", confirmou Marlos, destaque do Shakhtar nas últimas temporadas, ao UOL Esporte.

Divulgação
Na Ucrânia desde 2011, Júnior Moraes está cotado para defender a seleção local
No fim de 2016, Júnior Moraes, artilheiro do Campeonato Ucraniano da última temporada, já tinha revelado contatos com o ex-jogador de Milan e Chelsea sobre a naturalização. "A gente conversou sobre a situação e o interesse [da Ucrânia]. Mas tenho até julho para pensar sobre a opção. Não é uma escolha fácil abandonar o sonho de defender a seleção brasileira. Tenho um bom relacionamento com Shevchenko, e principalmente, com o auxiliar técnico dele [o espanhol Raúl Riancho), que foi auxiliar do Dínamo".

Marlos deve ser o primeiro a anunciar uma decisão, já que completou, em janeiro, cinco anos desde que chegou à Ucrânia – prazo mínimo para a naturalização. Ele foi comprado pelo Metalist Kharkiv em janeiro de 2011, quando jogava no São Paulo, e trocou de time na Ucrânia em 2014. Moraes chegou à Ucrânia em agosto de 2011, então ainda tem um semestre para tomar uma decisão. Ismaily seria uma opção apenas para 2018.

A decisão não foi ainda tomada por um temor de como a naturalização seria aceita na Ucrânia. "É um assunto delicado [aceitar o convite ucraniano]. Estou tratando com muita paciência e conversando bastante com a minha família. Pensando pelo lado esportivo, seria bacana porque teria a oportunidade de jogar uma Copa do Mundo. Mas não se trata apenas disso. Eu e minha família precisamos analisar muitos fatores, pois é outra cultura, outros costumes. Eu adoro a Ucrânia e sou muito bem tratado aqui, mas também preciso saber o que os atletas da seleção pensam a respeito disso, se eu seria bem-vindo ao grupo, se o povo ucraniano aceitaria", explicou Marlos.

Um dos opositores à ideia é justamente o ex-técnico da seleção Ucraniana, Mikhail Fomenko. Em entrevista ao site Football.ua, ele afirmou que "a seleção ucraniana deve ter jogadores ucranianos. Não seria uma seleção com estrangeiros".

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